sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sangue e Destruição em São Paulo













Agora sim,
temos onde
colocar nossa
árvore de Natal.






Fotos de
Zzui Ferreira

Clique
nas imagens
para ampliá-las.





















Não, não é privilégio do Recife destruir suas árvores urbanas.
A prova está nas imagens enviadas por Zzui Ferreira, amiga
e correspondente Plante Árvores na capital paulista,
que além das fotos, também enviou um sensível texto, publicado
mais abaixo.


As imagens possuem um tom dramático pela característica da espécie,
a Pterocarpus rohrii VAHL., popularmente conhecida como
pau-de-sangue, sangreiro ou sangue de galo, que libera um líquido
vermelho quando tem o seu tronco cortado.

Esta árvore é nativa do Brasil, da família das leguminosas(atualmente Fabaceæ)
e ocorre desde a região Nordeste atéo estado do Paraná, podendo alcançar
o ponto mais alto dafloresta, chegando a atingir 30m de altura

(fonte: Guiade Árvores Notáveis: 200 anos do Jardim Botânico do Riode Janeiro /
Ed. Andrea Jakobsson Estúdio, 2008).




Pra que árvores?
Fotos, texto e legenda das fotos, por Zzui Ferreira

Pra que? Pra que árvores?

Só servem para infestar as ruas de folhas caídas e tem os galhos, que crescem inadivertidamente sem parar, atrapalham toda a estrutura de eletricidade.

Pra que essas trambolhos as coisas da natureza se nós humanos podemos construir monumentais piscas piscas natalinos?Andamos nas ruas e lá vem uma árvore no meio, atrapalhando a passagem, limitando as construções e é tudo verde, coisa monótona.

Gostamos é do colorido das luzes, que podem se adequar as construções, mas essas ditas cujas árvores, coisa chata, né. Impedem a visibilidadedos lindos prédios com seus vitrais. Acho que nem saberíamos mais viver perto dessas criaturas naturais, elas só servem para ocupar espaço.




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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O massacre da rua Alberto Paiva






Clique
nas imagens
para
ampliá-las































Fotos enviadas por Isabelle Meunier, que flagrou o início
da derrubada de uma senna siamea na rua Alberto Paiva,
nas graças. A árvore estava sendo derrubada em função
da obra de um novo restaurante japonês que vai se instalar
no local. Segundo informações coletadas no local, o novo
restaurante se chamaria Temakeria Go, que já existe
em Boa Viagem (Recife). Clique aqui e veja o site deles.

Passei por lá ontem e, o que sobrouda árvore ainda
se encontra lá, de pé.Talvez a denuncia que a profa. Isabelle
fez junto a prefeitura tenha surtido efeito. Só não tenho idéia
se a árvore ainda consegue sobreviver naquelas condições.

Saiba mais sobre o que ocorreu,
lendo o post mais abaixo ou clicando aqui.

Clique aqui para saber onde fica a rua Alberto Paiva.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Restaurante japonês derruba árvore para fazer "hashis"*.









Imagem
retirada da
internet.






*hashi é o nome dado aos populares pauzinhos
usados pelos orientais para manusear seus alimentos.



Claro que o título acima não passa de uma piada.
De mal gosto, por sinal. Mas de mal gosto mesmo foi
a idéia do proprietário de um futuro restaurante japonês,
a se instalar no bairro dos Aflitos/Recife, em retirar
uma senna siamea (ou cássia do Sião), de cerca de 40 anos
de idade, que habitava a calçada do futuro restaurante.


Fiquei sabendo do fato através de e-mail enviado pela
eng. florestal e profa. da UFRPE Isabelle Meunier.
Segundo a profra., o corte da árvore foi feito ontem,
10/12/2009 bem cedinho, por volta das 6h da manhã,
possivelmente para evitar flagrante de algum órgão fiscalizador
ou tentar escapar de denúncias de moradores.


Depois dos Ficus retirados pela UNIMED da calçada do antigo
hospital João XXIII, essa é a notícia mais triste da
semana, no tocante ao tema. Se continuarmos nesse ritmo,
em breve Recife conquistará o título de cidade menos arborizada
do país. E o prêmio aos seus habitantes será: paisagens mais feias,
menos sombra e, consequentemente mais calor (parece que estão
achando pouco o que já faz).


Para finalizar, fica aqui o convite para que
evitemos frequentar o tal restaurante, que fica
na Rua Alberto Paiva, Aflitos.
Convém lembrar que, espaços que oferecem a deliciosa
culinária japonesa no Recife sobram por aqui, dos mais
simples aos mais sofisticados, passando por
supermercados que mantém quiosques com shushis
sendo preparados à vista do cliente.
Portanto, um a mais, um a menos, não vai fazer
diferença.
Ainda mais sabendo que os (i)responsáveis pelo
estabelecimento não dão a mínima para os nossos bens
públicos (e seres vivos, no caso de árvores) praticando um
crime ambiental covarde como este.
Zero cidadania.

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Trecho do desabafo da profª Isabelle Meunier:
Atos como esse não são só um desrespeito ao meio ambiente
urbano
e uma total ignorância (estética, ambiental, de todo tipo...),
mas também
um completo desprezo ao público, ao coletivo,
que pouco vale quando
interesses privados estão em jogo


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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Falta de sensibilidade parece que não tem fim.



























Acima, foto de uma árvore da mesma
espécie das que foram derrubadas
no bairro da Ilha do Leite/Recife.


Passei na frente do antigo Hospital João XXIII
e notei que derrubaram os dois antigos e enormes
ficus microcarpa que existiam por lá. E eu ainda
pensava em fotografá-las pra postar aqui, pois,
eram belíssimos exemplares da espécie.

No lugar, já foi providenciado o plantio de umas
palmeiras imperiais. Pelo que soube em uma rápida
pesquisa pelo google, quem vai reativar o hospital
é a Unimed Recife. Vejam matéria aqui.

Vaias para a Unimed.


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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Uns trepam em árvores.

Outros, "trelam" em árvores.






Foto
retirada
do Flick
do Pedro.











Clique
na foto
para
ampliá-la.








"Intervenção" de Pedro Melo
(ilustrador do Diário de Pernambuco e estudante
de design), nos frutos de uma das Crescentia cujete L.,
do campus das faculdades AESO/Barros Melo, Olinda/PE.

Clique aqui e aqui e saiba mais sobre essa árvore, também
conhecida como árvore-de-cuia, cabaça e cuité .
Seu fruto também é usado na confecção das cuias
de berimbaus.

Clique aqui, conheça o trabalho do Pedro e veja
mais fotos das cabeças de cuité.


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Sem notícias do baobá




Interrogações
sobre a foto
distribuída
por e-mail,
que convocava
as pessoas
a se engajarem
na causa.





É chato quando a gente se engaja em alguma
causa e fica sem um retorno do progresso (ou não)
de determinada empreitada. Por mais simples
que "possa parecer" a causa.
Ainda mais quando nos dispomos a ajudar, como
foi no caso do baobá que fica por trás do restaurante
Papa-Capim.

Eu sei que não foi muito, mas acho que consegui
coletar umas seis páginas de assinaturas (não
tenho certeza do número agora), entre amigos,
parentes, e, principalmente, alunos e funcionários
da faculdade onde leciono (AESO). Algumas pessoas
me encontram e perguntam: e aí, como ficou
a história lá, do baobá? E eu, infelizmente, fico
sem assunto.


Fui pessoalmente entregar as assinaturas a uma
das pessoas cujo contato foi divulgado através
da imprensa, e posteriormente, deste blog (clique
aqui para ler a postagem).
Além das assinaturas, deixei o meu telefone e e-mail
para receber notícias, que não chegaram até o momento.

Estive (e estou ainda) muito atarefado este semestre
com as atividades na faculdade e também no escritório,
motivo pelo qual tenho tido dificuldade para atualizar
com mais periodicidade este blog. Aproveito esse momento
"não livre", entre uma prova e outra, para dar uma satisfação
aos eventuais visitantes e interessados/as em saber no que
deu a mobilização em prol do baobá da Ponte d'Uchoa
(Papa Capim).


A única informação que tive, quando entreguei as assinaturas
no dia 16 de outubro, foi de que os organizadores já estavam de posse
de um projeto de arquitetura para o local, que utilizaria materiais
de baixo custo, visando driblar possíveis entraves de ordem orçamentária.
Preocupação importante, vale ressaltar, pois, pelo que estamos
acostumados a ver pelas nossas ruas e avenidas, a nossa prefeitura
não parece se interessar quando o assunto é árvores.




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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ipê na Av. Rosa e SIlva






Acho que
foi o maior
Ipê que eu
já vi aqui
na cidade.


Clique na
imagem
para ampliá-la.




























A árvore é praticamente da mesma altura
do prédio, que deve ter uns 5, 6 andares.
A propósito, o nome do edifício é Bosque das Sequóias!
Não tem sequóia, mas tem esse ipê belo :)

Av. Rosa e Silva, Tamarineira.

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Da janela...





...bem-te-vi
observa
as árvores
da Boa Vista.
Clique na
imagem
para ampliá-la.


Clique aqui
e veja outra
foto do bem-te-vi.









terça-feira, 13 de outubro de 2009

Bauhinia tomentosa







Flagrante
em uma
muda (bebê)
de bauhinia
tomentosa.











Essa é uma árvore de pequeno porte, indicada para
jardins e pequenos passeios públicos. É da família
Fabaceae tanbém conhecida como
Leguminosae
(leguminosas), do gênero Bauhinia. As bauhinias
são conhecidas popularmente no Brasil

como Pata de Vaca, devido ao formato característico
de suas folhas, que lembram um casco de vaca.
Veja essa espécie adulta clicando aqui e aqui.
Saiba mais sobre as bauhinias em geral neste link.


Existe uma variedade grande de bauhinias
e algumas delas são bastante usadas em arborização
urbana e em projetos de paisagismo, devido ao
pequeno porte que a maioria atinge.

Existe uma variedade nativa de bauhinia,
a Bauhinia Forficata (veja aqui) mas a grande
maioria é originária da ásia.

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Um gigante invisível





Uma das
fotos recebidas
por e-mails,
na semana
passada.








O fruto
do baobá,
também
conhecido
por múcua.

Foto: Ana
Virgínia Franca











A foto que
eu mesmo
fiz, em janeiro
deste ano,
de dentro do
estacionamento
do Papa-Capim.




Semana passada circulou um e-mail com essas belas fotos,de um baobá que "se esconde" atrás do estacionamentodo restaurante Papa-Capim, alí na altura da Ponte d'Uchôa,no bairro das Graças, à margem do poluído Rio Capibaribe.Ele fica tão escondido, que eu mesmo só o haviadescoberto por mero acaso, graças a minha curiosidadede ciclista, sempre me embrenhando pelos recantos dos bairros.



O e-mail citado chama a atenção dos cidadãos/ãs e das autoridades governamentais do município, para a importância de pôrem prática (isso mesmo, executar) um projeto de requalificaçãodaquela área, que poderia muito bem ser valorizada, transformando-seem praça ou em um outro espaço público de convivência, tendo como atrativo principal o antigo, imponente e belo baobá.



Quem sabe talvez o próprio restaurante PAPA-CAPIM poderia tomar a iniciativa investindo nos fundos do seu quintal onde mora o baobá, tornando-o um atrativo a mais tanto para os seus frequentadores, como para atrair novos clientes, além de criar uma imagem pra lá de positiva com a comunidade (algo do tipo "árvore adotada...").



Com relação à outra reinvidicação feita no mesmo e-mail, segundo fui informado pela engenheira florestal e professora da UFRPE, Isabelle Meunier, a referida árvore já se encontra tombada, ou seja, protegida por lei de quaisquer depredações e/ou derrubada. Mas, assim como a maioria da população desconhece a existência do baobá, um mal feitor pode não se dar contada existência da lei. Ainda segundo a professora e ambientalista, "um incêndio atingiu o baobá há anos, ocasionado por um morador de rua que se abrigava no seu ôco, e nunca se fez a restauração ou qualificação do espaço do entorno, embora eu já tenha ouvido falar em projetos a respeito... É algo muito simples, basta se ter a intenção e a ação, mas nós não vemos isso com frequencia!".



Um abaixo assinado está sendo distribuído para coletar assinaturasde pessoas que simpatizem com a idéia de proteger o baobá, parasensibilizar as autoridades ou mesmo a iniciativa privada, no sentidode realizar alguma obra que valorize o local, podendo transformá-loem atrativo tanto para os moradores, como até mesmo para turistas,afinal, se não me engano, Pernambuco parece ser o estado brasileiroque reúne a maior quantidade de árvores desta espécie no nosso país (a Adansonia digitata L. é originária da África).



Quem quiser, pode fazer o download do modelo de abaixo assinado fornecido pelo grupo que está organizando esse movimento (arquivo word), clicando aqui para coletar o máximo de assinaturas possível.
Depois de preenchidas, as folhas podem ser entregues na Farmácia Pirâmide (Rua Viscondessa do Livramento 174, Derby - a rua do restaurante Hakata) em nome de Ana Virgínia ou na portaria da Fundação Joaquim Nabuco do Derby (nesta segunda opção, colocar as folhas num envelope escrito "Baobá - entregar a Luiz Felipe Botelho"), de onde serão encaminhadas para os responsáveis pela oficialização do pleito.


O prazo para entrega das assinaturas é até o dia 16 de outubro.



Vamos ajudar? Não custa nada coletar umas assinaturas. Afinal, não é só de Parque Lindu chapa-quente (abandonado) e de Cirque du Soleil destruidor de árvores que vivem os anseios dos recifenses. Vamos mostrar que a população também se preocupa com seu patrimônio natural.


Saiba mais sobre esta árvore, no site da FUNDARJ (clique aqui).




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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Plantar árvores nem sempre é bom.




Foto
retirada
Portal
Eco Debate







Não, eu não enlouqueci :)

Não estou me referindo só as árvores
urbanas que são plantadas sem o devido
cuidado ou conhecimento (que espécie plantar,
aonde, etc). E sim, às monoculturas de árvores
que podem oferecer risco ao meio ambiente
e até já ganharam um dia internacional contra
esse tipo de plantio. A data foi comemorada
no último dia 21, data em que também
se comemora o dia da árvore no sul/sudeste
do Brasil.

No mundo inteiro, milhões de hectares de terra produtiva estão sendo transformados rapidamente em desertos verdes, apresentados sob o disfarce de “florestas”. As comunidades locais são deslocadas para deixar o caminho livre para intermináveis fileiras de árvores
idênticas
–eucaliptos, pinus, dendezeiros, seringueiras, jatrofas e outras espécies- que deslocam a maioria de outras formas de vida da área.

Leia mais sobre o dia internacional contra
a monocultura de árvores no Portal Eco Debate,
clicando aqui.

Outro link sobre o assunto:
http://www.wrm.org.uy/plantaciones/RECOMA/DiaPort.html



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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O segundo selo, vem com amizade.











Assim eu vou ficar todo metido, recebendo
selos de pessoas tão legais e que se dedicam
a divulgar e debater assuntos interessantes
aqui no mundo virtual.
E é virtual a amizade que premia o 2º selo
que recebo, desta vez, do blogueiro Robson
Fernando, do blog Consciência Efervescente.

Obrigado, Robson, por este
selo Amizade Internauta :)

Gostaria de repassar este selo para
essas pessoas amigas:

Andréa, do Apressado NÃO come crú;
Ana Braga, do Vida Ordinária;
Carla Asfora, do Tudojuntoagora;
Ghuga Tavora, do Oimaginauta.
Raquel Temporal, do Laropmet

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O primeiro selo a gente não esquece :)














Com um pouco de atraso (por não entender muito
como essas coisas funcionam e com vergonha
de perguntar a quem me presenteou :) estou postando
aqui o primeiro selo que meu blog recebeu.
Fui presenteado com o selo Blog Dorado
pela Andréa, do blog Apressado NÃO come crú.
Já tinha agradecido a Andréa, mas ainda não
tinha postado o meu prêmio :)
Obrigado Déa! \o/

Gostaria dividir este selo com os seguintes blogs:

Vida Ordinária, da Ana Braga
Consciência Efervescente, do Robson Fernando.
Amigos da rua Gonçalo de Carvalho
Árvores de São Paulo



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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Cassia grandis





Cassia grandis
fotografada em
um dia nublado,
no Museu do Estado
de Pernambuco,
na Av Rui Barbosa.















Detalhe
da abundante
floração
cor de rosa





























Outra árvore que exibe sua bela floração atualmente
pelas ruas do Recife. A Cassia Rosa, ou Cassia Grande
(nome científico: cassia grandis) é uma das poucas árvores
do gênero cassia, nativa do Brasil. Sua floração ocorre entre
agosto e novembro. A frutificação se dá em forma
de imensos legumes que abrigam suas sementes.

Para ver mais fotos da cassia grandis, clique aqui.

Cassia é um género de plantas Fabaceae
(antes
Leguminosae) da sub-família
Caesalpinioideae.


Fontes:
Árvores do Brasil
Boonic
Wikipedia


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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

É primavera?!




Ipê-Roxo
(Tabebuia heptaphylla)
florido, "flagrado"
na av. Agamenom
Magalhães / Recife




























É sabido que não temos as quatro estações bem definidas
aqui no nordeste, mas esqueceram de avisar aos belos
Ipês, que começam a florescer pelas ruas do Recife.

"O ipê é uma árvore do gênero Tabebuia (antes Tecoma),
pertencente à família das bignoniáceas, podendo ser encontrada
em seu estado nativo por todo o Brasil.


A árvore do ipê é alta, bem copada e, no período da floração,
apresenta uma peculiaridade: fica totalmente desprovida de folhas.
Estas dão lugar às flores - amarelas-ouro, brancas ou roxas
que estampam belas manchas coloridas nas paisagens do País.

O ipê floresce de julho a setembro e frutifica em setembro e outubro".

Fonte: Fundaj.


Curiosidade: O ipê as vezes perdem todas as folhas,
ficando com essa aparência.

Saiba mais sobre o Ipê Roxo clicando aqui.


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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Não é raro elas servirem de inspiração para artistas.
















Ilustrações
de Pedro Melo.
2009


Clique nas
imagens
para ampliá-las












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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Pense bem... e plante bem! :)








E lá se foi mais
um Brasileirinho
(Erythrina indica picta).















A doença
"descasca"
a base do
tronco
da árvore.














Que antes
era assim,
bela e vistosa
como as suas
"vizinhas".






Clique nas fotos
para ampliá-las.



Saiba que pra plantar uma árvore não basta
simplesmente chegar lá, no local e "enterrar a bichinha".
Mesmo que vc tenha o maior cuidado, tenha perguntado
pro seu amigo paisagista, ou pro jardineiro como fazer pra plantar
corretamente uma e você já esteja sabendo até o tamanho da cova
que deve se cavar e a mistura de areia com substrato orgânico que
deve colocar no solo, etc.
Você pode até já "estar se achando", não é mesmo?

Mas pra plantar uma árvore corretamente, existem alguns
fatores que devem ser levados em consideração. Um deles é
a escolha da espécie "adequada" ao local onde se deseja
que ela habite. Se for em calçadas de ruas e avenidas de áreas
muito urbanizadas, aí é que o bicho pega. Porque sem saber,
você pode colocar uma árvore cujas raízes sejam "superficiais"
e qdo ela estiver adulta, comece a quebrar calçadas estreitas,
podendo causar algum transtorno ao passeio público e a ira dos
"donos" das calçadas que podem desejar a remoção das mesmas (triste).

Outro problema é plantar espécies que estão sujeitas
a pragas e até doenças cujas origens em alguns casos
ainda são desconhecidas, como uma doença que afeta
as árvores chamadas popularmente de Brasileirinho,
as Eritrinas-verde-amarela (Erythrina indica picta), que,
apesar do nome popular, é de origem australiana.
Muitos indivíduos dessa espécie são acometidos de uma
doença que vai desfolhando a árvore e acaba por matá-la,
como podemos ver nas fotos da árvore acima.


Então, pense bem, pesquise e consulte pessoas que conheçam
e possam lhe ajudar na escolha da espécie adequada, certo?

Falarei mais sobre que espécies que devemos/podemos plantar
e aonde, em outra oportunidade :)

Clique aqui e saiba mais sobre a árvore comentada.


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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mais podas...





















As podas feitas nas nossas ruas continuam
sendo muito radicais. A foto enviada pelo colega
Thiago Oliveira
, mostra como ele perdeu um pouco
da sombra sobre o seu carro depois da poda em
uma Castanhola (Terminalia catappa L.).

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Moradores salvam árvore


Delonix Regia
da praça Rui Antunes,
escapou por um triz,
graças aos moradores
da vizinhança.

Clique na imagem
para ampliá-la.







Moradores do Poço da Panela (Casa Forte, Recife) salvaram o Flamboyant da praça Rui Antunes de ser derrubado pela prefeitura. Segundo reportagem do Jornal do Commercio da última quarta-feira 5 de agosto, a prefeitura vai construir uma praça no terreno que foi doado pelo ex morador Rui Antunes e, no lugar reservado a uma quadra esportiva no projeto, estaria a árvore! Depois que os moradores ligaram para o dircon, no momento em que já haviam cortado um galho e dado umas machadadas no tronco, a ação foi cancelada. Depois, vieram com a desculpa de que "houve um equívoco". A emenda foi pior que o soneto: A prefeitura ia derrubar a árvore por equívoco.

A foto acima, é da referida árvore e foi feita
por mim em fevereiro deste ano.

Parabéns aos moradores do Poço da Panela,
que sempre se envolvem em ações para preservar
o meio ambiente e o patrimônio histórico do local.



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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Os tijolos foram retirados.

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A muda de oitizeiro da postagem
anterior (abaixo) já se encontra livre
da pilha de sujolos que a sufocava.

Agora é torcer para que a árvore
se desenvolva!

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Como desaprender cidadania estudando numa faculdade de negócios.







Aquela ilha
vegetal cercada

de tijolos por
todos os lados
é uma muda
de Oitizeiro...













... que deveria
receber a devida
proteção até
alcançar idade
adulta
e multiplicar
a área verde
da nossa cidade.














Mas o que
se vê nas fotos
está longe de
ser chamado
de "proteção".

Clique nas
imagens para
ampliá-las.







Terça-feira, 28 de julho de 2009, início de tarde.

Onde há até poucos dias havia uma saudável muda de Oitizeiro
em pleno desenvolvimento, o que se viu foi um monte de tijolos
empilhados em volta dessa ex-candidata a futura árvore.

Além de prejudicar o passeio público
(obstrução da calçada), a Faculdade IBGM,
que se auto proclama a "melhor faculdade
de negócios do nordeste", ignora a necessidade

de arborização da nossa cidade e dá mal exemplo
aos seus alunos/as, futuros homens/mulheres
de negócios.

São exemplos como esse que nos faz pensar que uma boa parte
do empresariado - e nesse caso específico,empresários/"educadores"
- carecem de noções básicas de cidadania e respeito ao próximo.


Notem que na última foto mostrada aqui, um dos seguranças
(por que tantos?) se desloca em velocidade ao meu encontro para
saber o motivo dos meus cliques.
Tratei logo de atravessar a rua e me posisionar ao lado dos
frentistas do posto Shell da Av. Fernandes Vieira, em frente
à faculdade, temendo uma abordagem agressiva
(nunca se sabe, não é?) do sujeito que queria ver a minha
câmera, que eu, prudentemente já havia guardado na mochila
e me neguei a mostrar-lhe.

Expliquei ao segurança que antes de fazer as fotos,
eu havia ido pessoalmente à sede da Brigada Ambiental
da Prefeitura,onde fiz uma denúncia contra a faculdade
pela infração. Disse-lhe que esse tipo de atitude pode
acarretar multa (geralmente cara) e fazer com que o
responsável tenha que se deslocar até uma delegacia
para prestar depoimento.

Esclarecido o motivo da minha preocupação pelos maus tratos
com a muda de árvore, o segurança pareceu sentir-se aliviado,
como se achasse que eu estivesse fotografando por algum outro
motivo que pudesse lhe causar maior preocupação...

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Adeus, Soleil.

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terça-feira, 14 de julho de 2009

Construtora retira Gameleira de mais de 30 anos em Piedade





Clique
na imagem
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Foto:
Fred Perman







A Construtora Vertical derrubou uma Gameleira
de mais de 30 anos, hoje no bairro de Piedade.

A denúncia foi feita por um amigo que me ligou
revoltado com o fato e me enviou fotos da remoção
da árvore, que ficava num terreno onde funcionou
o restaurante "Picanha do Tio Dadá" e quase em
frente a Pizzaria Barazzone, na Av. Bernardo
Vieira de Melo, esquina com a Rua Comendador
José Didier.

Ainda segundo o meu informante, a árvore ficava
numa posição - quase na calçada e na rua secundária
- que para nós, leigos em mercado imobiliário, não
afetaria em nada o futuro empreendimento que
pretendem construir por lá. Para nós, só tem
uma explicação, ou melhor, duas: Falta de respeito
para com o meio ambiente e muita, muita falta
de sensibilidade.

A Construtora Vertical divide o posto de
Feio da Vez, juntamente com o imbatível
Cirque du Soleil, Empetur e Iphan que juntos
conseguiram
derrubar várias (ver texto abaixo)
em tempo recorde.

Vaias para todos eles !



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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cirque du Soleil : Quando a arte esquece a vida









Clique
nas imagens
para vê-las
ampliadas










Em Pernambuco, a recente montagem do Cirque du Soleil,
tem causado uma certa polêmica, que só não foi maior,
porque parece que as pessoas ainda não se importam
(será que um dia se importarão?) com a questão delicada
da preservação do nosso meio ambiente.



O local oferecido pela EMPETUR (Empresa Pernambucana de Turismo) para a realização do espetáculo em nosso estado, foi o Parque Metropolitano de Salgadinho, também conhecido
como Parque Memorial Arco Verde. O local possui uma imensa área, sendo boa parte dela ocupada por vegetação arbórea.S egundo matéria citada no anexo 2 (matéria do Diario de Pernambuco disponível no link do rodapé, abaixo). O projeto do parque é do paisagista Roberto Burle Marx e está inserido em uma área de tombamento geral de 10,8 quilômetros quadrados.



A polêmica surgiu porque a organização do espetáculo propôs inicialmente que fossem derrubadas aproximadamente 40 árvores, para que o mundialmente aclamado circo pudesse
se instalar naquele local (ver anexo 1: matéria do Jornal do Commercio disponível no link
do rodapé, abaixo).



A notícia veio a tona porque o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e o promotor
do Meio Ambiente de Olinda, André Felipe Menezes exigiram uma série de documentos que comprovassem a legalidade e viabilidade da obra em consideraçào às questões paisagisticas
e ambientais do parque (ver anexo 2: matéria do Diario de Pernambuco disponível no link
do rodapé, abaixo).



Duas organizações que trabalham e lutam para cuidar do nosso meio ambiente, a ASPAN (Associação Pernambucana de Meio Ambiente) e a ECOS (AssociaçãoEcológica de Cooperação Social) também entraram na briga e protocolaram documento no Ministério Público Federal sobre a posição contrária das entidadesambientalistas a respeito da instalação do Circo de Soleil na área do Parque elistando os diversos prejuízos que poderiam ser causados ao local (ver anexo 3: manifesto do Fórum de Entidades Ambientalistas, disponível no link do rodapé, abaixo).



Mesmo diante dos protestos dos ambientalistas e das matérias divulga das pela imprensa local,
a Empetur seguiu firme e forte no seu propósito de abrigar o espetáculo naquele local. A desculpa para sensibilizar a população e convencer a todos de que valeu a pena o sacrifício das árvores
que alí viviam, é a mais fácil de todas: geração de empregos e turismo. Num país em que emprego é artigo de luxo, não pode haver desculpa mais convincente, até para disfarçar uma hipocrisia implícita.



Se é assim, pensando no bem estar da sua população, seria louvável que o Estado pagasse um pacote de ingressos para possibilitar que o trabalhador que está pegando pesado para erguer
o circo e as suas famílias tivessem condições de assistir ao maravilhoso e elitista espetáculo
dos canadenses engulidores de árvores, cujos ingressos custam bem caro.



E por falar em custos, não sei é o caso dessa turnê Quidam, mas o Cirque du Soleil já contou com o patrocínio de um desses financiamentos públicos que incentivam a cultura,como aconteceu na última turnê pelo Brasil. Esse fato é outra vergonha nacional, visto que,essas verbas deveriam ser usadas apenas para patrocinar quem está começando e não temre cursos próprios nem
é suficientemente conhecido e renomado para obter patrocínios significativos, que não deve ser
o caso do Soleil. Outra bola, digo, malabares fora, do circo.



Não sei por que estou falando nisso, deveria estar falando em árvores, mas como uma coisa
leva a outra, as árvores foram retiradas por interesses econômicos, em um Estado/Pais onde os poderes públicos parecem não estar nem um pouco preocupados/preparados para lidar de maneira justa com a questão do meio ambiente.
Vale lembrar, aqui, que a instalação do Circo não passou pelo Conselho Estadual
de Meio Ambiente - CONSEMA (ver anexo 3).



Agora nos resta esperar e conferir se realmente vão cumprir com a promessa dereplantio.
Na minha humilde opinião, esta deveria ser a última alternativaa se cogitar e deveria ficar
só na proposta. Trocar árvores adultas, frutificando e plenamente integradas
ao ecossistema, à fauna, etc, por mudas é como trocar vidas inteiras por memórias. Ah, tá. O nome do parque é "memorial". Entendi.


Pra ficar mais informado/a:
Matéria publicada no Jornal do Commercio em 16/06/2009: Clique aqui
Matéria publicada no Diario de Pernambuco em junho/2009: Clique aqui
O que pensam os ambientalistas do Fórum de Entidades Ambientalistas: Clique aqui





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terça-feira, 23 de junho de 2009

Receita junina




Fogueira
ecológica
em Campina
Grande/PB.







Duas cidades do nordeste, que disputam o título
de quem realiza a melhor festa junina do país, este ano dão exemplo,
ao adotar posturas ecologicamente corretas:

Em Campina Grande foi erguida o que está sendo chamada
de fogueira ecológica, contruída inteiramente com material reciclado
e usando iluminação de lâmpadas, ao invés de fogo.

Já em Caruaru, também conhecida como a capitá do forró
(o slogan se escreve assim mesmo, do jeito matuto de
se falar) está fazendo a sua gigantesca e tradicional fogueira,
com madeira obtida através da poda de árvores que é feita
na cidade.

O melhor de tudo isso é que a iniciativa vem da organização
das duas grandes festas juninas, que atraem turistas de vários
lugares do país, e prova que é possível preservar tradições
mudando hábitos e adotanto escolhas mais condizentes
com as necessidades e preocupações dos dias atuais.

Leiam notícia sobre a fogueira de Campina Grande clicando aqui.
e aqui, para saber mais sobre a ecofogueira de Caruaru.

E bom São João pra todos/as!
:D


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terça-feira, 19 de maio de 2009

Cadê a calçada?






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Recentemente a rua Padre Inglês, no bairro da Boa Vista, Centro do Recife, passou por uma reforma: foi trocado todo o piso do leito da rua, que é formado por pedras do tipo paralelepípedos. Bem que podiam fazer uma calçada também. Vejam nas fotos que toda extensão do muro do Seminário Teológico Batista termina no calçamento. As fotos foram feitas num domingo, mas em dias de semana é comum encontrar muitos carros estacionados ao lado do muro, obrigando as pessoas a dividir espaço com os veículos, correndo o risco de acidentes. E antes era pior, era quase toda a rua, pois o muro de outro imóvel seguia o mesmo modelo, mas felizmente foi recuado para a criação de uma calçada. Bem que o Seminário Teológico Batista podia seguir o mesmo exemplo, ou quem sabe, a prefeitura podia exigir isso. Não temos uma lei municipal que obriga os donos de imóveis a construir e fazer manutenção das suas calçadas?

E o que isso tem a ver com as árvores? Ora, tendo uma calçadas, poderiam ser plantadas mais árvores nesta rua para se somarem ao belo conjunto arbóreo, que já existe por lá e que já foi mostrado neste blog. Clique aqui para ver (ou rever) as Sibipirunas da Padre Inglês.


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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Poda publicitária





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Essa pobre árvore recebeu uma drástica
poda para dar visibilidade a dois outdoors.
Não posso afirmar se foi feita pelo proprietário
do terreno (colégio Panorama) , que deve
alugar o espaço para a empresa de outdoor
(Bandeirantes), mas a probabilidade é grande.

Não acredito, ou melhor, me recuso a acreditar
que a prefeitura faça essas podas publicitárias,
que, infelizmente, não é raro acontecer em nossa
cidade. Acho que deveria ser dado prioridade
às nossas árvores, que são poucas e muito mais
importantes à população e não poluem visualmente
a cidade. Se a árvore está obstruindo a visibilidade
de um outdoor, então, que se coloque o outdoor
em outro lugar. É mais sensato.


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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Dendrofobia e aquecimento urbano




Não se
assuste,
é apenas
a sombra
de uma
árvore
em um muro.






Texto de Isabelle Meunier*

Em pleno mês de abril, início das chuvas, Recife ferve a mais de 30ºC. Se esse calor já é efeito das mudanças climáticas globais, não sabemos. Mas é certo que a nossa dendrofobia tem contribuído, e muito, para vivermos em uma cidade de clima escaldante. Do grego dendron (árvore), essa doença social alastra-se rapidamente e tem efeitos colaterais de vastadores. A dendrofobia pode ser observada com freqüência cada vez maior, nos mais diferentes ambientes, mesmo naqueles onde se espera que a cultura e a educação espantem certos medos ancestrais. Algumas pessoas, mais irreverentes do que esta autora , desconfiam que, na verdade, os humanos temem as árvores por lembrar a “floresta ancestral”, aquela que abrigava nossos ascendentes simiescos. Temem esquecer a postura ereta e voltar a macaquear nos convidativos galhos das árvores!

Exemplos dendrofóbicos não faltam, infelizmente: o Colégio Marista São Luiz, detentor de uma área verde importante no outrora agradável e arborizado bair ro das Graças, por motivos ignorados, vem cortando suas grandes árvores frontais, deixando um cenário de desolação onde antes havia sombra acolhedora. E não está só na iniciativa: segue o triste exemplo da Academia Pernambucana de Letras. Aliás, a reforma do jardim do belo solar da APL denuncia os rumos perigosos escolhemos para nossa cidade: uma placa anuncia que uma empresa de construção civil é a responsável pela reforma dos jardins , um engenheiro civil apresenta-se com seu responsável técnico e alguns montes de lajotas e blocos de cimento indicam qual a matéria-prima do “jardim”.

Há poucos dias, um enorme caminhão saiu da APL carregando toras do que antes eram frondosas mangueiras, imponentes castanholas , belos cajueiros e perfumadas aroeiras. Afinal, um jardim que é executado por uma empresa de construção, - um jardim de pedra e cal - não precisa de árvores, aliás, não tolera árvores e apenas permite estreitas e envergonhadas faixas de gramas e de plantinhas ornamentais de canteiro e forração.
A menos que tenha havido algum movimento revisionista na língua portuguesa, jardins e parques devem ser locais onde imperam os elementos naturais, não necessariamente “disciplinados” (disciplinar as árvores foi o argumento do presidente da APL , na imprensa, para autorizar as mutilações impostas às árvores...). Locais de solo não impermeabilizados,
oportunidade de estar em contato com a natureza, mesmo que em fragmentos restritos e com elementos artificiais, os jardins e parques urbanos são elementos necessários à própria urbanização e à convivência civilizada e saudável nas cidades. Isso sem falar no embelezamento que trazem, com diferentes cores e formas de vida, na tão necessária amenização climática e na redução dos gastos com energia (já que, inexoravelmente, em uma cidade sem árvores e sem sombra, os condicionadores de ar são acionados por aqueles que podem adquiri-los e sustentá-los..)

Mas, apesar de tantos serviços ambientais, paisagísticos e socioculturais, u ma fobia coletiva e inexplicável ameaça esses espaços. Hoje, evitam-se árvores porque elas são grandes. Vivemos em prédios de 40 andares, confiando cegamente nos cálculos estruturais que foram feitos para sustentá-los, mas tememos árvores altas, pois elas “ podem cair” (!). Diante de um
telhado sujo ou de uma calha entupida, a solução não é mais, como antes, limpá-los – mas cortar todas as árvores que contribuíram com suas folhas para essa situação. A boa e velha vassoura foi substituída pela motosserra porque, afinal, revestimentos cerâmicos e pisos intertravados não devem ser maculados pela folhas e flores de árvores. Vivemos em uma sociedade que não encontrou uma solução segura e eficiente para os resíduos que gera , mas que não tolera folhas no chão (embora tole re a presença de crianças intoxicadas por cola nos sinais de trânsito!). Somos prisioneiros da violência urbana (humana, antes de tudo), e nos vingamos nas árvores, responsabilizando -as pelos nossos temores (árvores abrigam ladrões, na opinião de uma moradora de Boa Viagem, ao solicitar a remoção de uma castanhola da sua calçada!). Projetamos espaços nos quais a maior atração é o concreto, revestindo o solo e erguendo estranhas formas que agridem o bom gosto e a paisagem, por trás das quais poucas árvores se esgueiram, e chamamos isso de “parque”.

Se eu fosse médica, tentaria a celebridade caracterizando essa doença que se agrava de forma fatal.Como cidadã, espero que algum um psiquiatra social se debruce sobre a dendrofobia e busque entender suas razões e, urgentemente, encontre uma cura. Pois sem isso, nossa vida em um grande centro urbano, sem árvores, sem jardins e sem parques, será algo realmente infernal.


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* Isabelle Meunier é engenheira florestal
e professora da UFRPE




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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Olhe por elas, agora e sempre!








































Uma grande idéia.
A prefeitura de Natal, capital do nosso estado vizinho
Rio Grande do Norte, encomendou essa campanha à agência
RAF Comunicação.
Tomei conhecimento por indicação do colega Thiago Oliveira
que me enviou o link deste blog (clique aqui).
Uma intervenção urbana de grande proporção, tratando
do assunto com inteligência e bom humor. Acho que tem tudo
pra cair na boca do povo e, quem sabe ajudar a mudar (maus) hábitos
de cidadãos que normalmente tratam mal ou, na melhor das
hipóteses, ignoram a importância das árvores na vida dos habitantes
dos centros urbanos.

Bem que Recife podia seguir o exemplo e tomar uma atitude
(ou várias). Tá mais que na hora da nossa prefeitura mudar a imagem
de administração que não liga muito para o meio ambiente
e para as nossas árvores.


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Curiosidade:
O trabalho do artista Filthy Luker e suas intervenções urbanas
certamente serviu de inspiração
para a campanha na prefeitura
de Natal. Clique aqui e conheça um pouco do trabalho dele.



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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Momento artístico #7










Ilustração digital,
(photoshop c/ tablet).
Bernardo Bulcão
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2007.








Não é raro elas servirem
de inspiração para artistas.




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