quarta-feira, 29 de julho de 2009

Como desaprender cidadania estudando numa faculdade de negócios.







Aquela ilha
vegetal cercada

de tijolos por
todos os lados
é uma muda
de Oitizeiro...













... que deveria
receber a devida
proteção até
alcançar idade
adulta
e multiplicar
a área verde
da nossa cidade.














Mas o que
se vê nas fotos
está longe de
ser chamado
de "proteção".

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Terça-feira, 28 de julho de 2009, início de tarde.

Onde há até poucos dias havia uma saudável muda de Oitizeiro
em pleno desenvolvimento, o que se viu foi um monte de tijolos
empilhados em volta dessa ex-candidata a futura árvore.

Além de prejudicar o passeio público
(obstrução da calçada), a Faculdade IBGM,
que se auto proclama a "melhor faculdade
de negócios do nordeste", ignora a necessidade

de arborização da nossa cidade e dá mal exemplo
aos seus alunos/as, futuros homens/mulheres
de negócios.

São exemplos como esse que nos faz pensar que uma boa parte
do empresariado - e nesse caso específico,empresários/"educadores"
- carecem de noções básicas de cidadania e respeito ao próximo.


Notem que na última foto mostrada aqui, um dos seguranças
(por que tantos?) se desloca em velocidade ao meu encontro para
saber o motivo dos meus cliques.
Tratei logo de atravessar a rua e me posisionar ao lado dos
frentistas do posto Shell da Av. Fernandes Vieira, em frente
à faculdade, temendo uma abordagem agressiva
(nunca se sabe, não é?) do sujeito que queria ver a minha
câmera, que eu, prudentemente já havia guardado na mochila
e me neguei a mostrar-lhe.

Expliquei ao segurança que antes de fazer as fotos,
eu havia ido pessoalmente à sede da Brigada Ambiental
da Prefeitura,onde fiz uma denúncia contra a faculdade
pela infração. Disse-lhe que esse tipo de atitude pode
acarretar multa (geralmente cara) e fazer com que o
responsável tenha que se deslocar até uma delegacia
para prestar depoimento.

Esclarecido o motivo da minha preocupação pelos maus tratos
com a muda de árvore, o segurança pareceu sentir-se aliviado,
como se achasse que eu estivesse fotografando por algum outro
motivo que pudesse lhe causar maior preocupação...

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Adeus, Soleil.

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terça-feira, 14 de julho de 2009

Construtora retira Gameleira de mais de 30 anos em Piedade





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Foto:
Fred Perman







A Construtora Vertical derrubou uma Gameleira
de mais de 30 anos, hoje no bairro de Piedade.

A denúncia foi feita por um amigo que me ligou
revoltado com o fato e me enviou fotos da remoção
da árvore, que ficava num terreno onde funcionou
o restaurante "Picanha do Tio Dadá" e quase em
frente a Pizzaria Barazzone, na Av. Bernardo
Vieira de Melo, esquina com a Rua Comendador
José Didier.

Ainda segundo o meu informante, a árvore ficava
numa posição - quase na calçada e na rua secundária
- que para nós, leigos em mercado imobiliário, não
afetaria em nada o futuro empreendimento que
pretendem construir por lá. Para nós, só tem
uma explicação, ou melhor, duas: Falta de respeito
para com o meio ambiente e muita, muita falta
de sensibilidade.

A Construtora Vertical divide o posto de
Feio da Vez, juntamente com o imbatível
Cirque du Soleil, Empetur e Iphan que juntos
conseguiram
derrubar várias (ver texto abaixo)
em tempo recorde.

Vaias para todos eles !



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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cirque du Soleil : Quando a arte esquece a vida









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Em Pernambuco, a recente montagem do Cirque du Soleil,
tem causado uma certa polêmica, que só não foi maior,
porque parece que as pessoas ainda não se importam
(será que um dia se importarão?) com a questão delicada
da preservação do nosso meio ambiente.



O local oferecido pela EMPETUR (Empresa Pernambucana de Turismo) para a realização do espetáculo em nosso estado, foi o Parque Metropolitano de Salgadinho, também conhecido
como Parque Memorial Arco Verde. O local possui uma imensa área, sendo boa parte dela ocupada por vegetação arbórea.S egundo matéria citada no anexo 2 (matéria do Diario de Pernambuco disponível no link do rodapé, abaixo). O projeto do parque é do paisagista Roberto Burle Marx e está inserido em uma área de tombamento geral de 10,8 quilômetros quadrados.



A polêmica surgiu porque a organização do espetáculo propôs inicialmente que fossem derrubadas aproximadamente 40 árvores, para que o mundialmente aclamado circo pudesse
se instalar naquele local (ver anexo 1: matéria do Jornal do Commercio disponível no link
do rodapé, abaixo).



A notícia veio a tona porque o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e o promotor
do Meio Ambiente de Olinda, André Felipe Menezes exigiram uma série de documentos que comprovassem a legalidade e viabilidade da obra em consideraçào às questões paisagisticas
e ambientais do parque (ver anexo 2: matéria do Diario de Pernambuco disponível no link
do rodapé, abaixo).



Duas organizações que trabalham e lutam para cuidar do nosso meio ambiente, a ASPAN (Associação Pernambucana de Meio Ambiente) e a ECOS (AssociaçãoEcológica de Cooperação Social) também entraram na briga e protocolaram documento no Ministério Público Federal sobre a posição contrária das entidadesambientalistas a respeito da instalação do Circo de Soleil na área do Parque elistando os diversos prejuízos que poderiam ser causados ao local (ver anexo 3: manifesto do Fórum de Entidades Ambientalistas, disponível no link do rodapé, abaixo).



Mesmo diante dos protestos dos ambientalistas e das matérias divulga das pela imprensa local,
a Empetur seguiu firme e forte no seu propósito de abrigar o espetáculo naquele local. A desculpa para sensibilizar a população e convencer a todos de que valeu a pena o sacrifício das árvores
que alí viviam, é a mais fácil de todas: geração de empregos e turismo. Num país em que emprego é artigo de luxo, não pode haver desculpa mais convincente, até para disfarçar uma hipocrisia implícita.



Se é assim, pensando no bem estar da sua população, seria louvável que o Estado pagasse um pacote de ingressos para possibilitar que o trabalhador que está pegando pesado para erguer
o circo e as suas famílias tivessem condições de assistir ao maravilhoso e elitista espetáculo
dos canadenses engulidores de árvores, cujos ingressos custam bem caro.



E por falar em custos, não sei é o caso dessa turnê Quidam, mas o Cirque du Soleil já contou com o patrocínio de um desses financiamentos públicos que incentivam a cultura,como aconteceu na última turnê pelo Brasil. Esse fato é outra vergonha nacional, visto que,essas verbas deveriam ser usadas apenas para patrocinar quem está começando e não temre cursos próprios nem
é suficientemente conhecido e renomado para obter patrocínios significativos, que não deve ser
o caso do Soleil. Outra bola, digo, malabares fora, do circo.



Não sei por que estou falando nisso, deveria estar falando em árvores, mas como uma coisa
leva a outra, as árvores foram retiradas por interesses econômicos, em um Estado/Pais onde os poderes públicos parecem não estar nem um pouco preocupados/preparados para lidar de maneira justa com a questão do meio ambiente.
Vale lembrar, aqui, que a instalação do Circo não passou pelo Conselho Estadual
de Meio Ambiente - CONSEMA (ver anexo 3).



Agora nos resta esperar e conferir se realmente vão cumprir com a promessa dereplantio.
Na minha humilde opinião, esta deveria ser a última alternativaa se cogitar e deveria ficar
só na proposta. Trocar árvores adultas, frutificando e plenamente integradas
ao ecossistema, à fauna, etc, por mudas é como trocar vidas inteiras por memórias. Ah, tá. O nome do parque é "memorial". Entendi.


Pra ficar mais informado/a:
Matéria publicada no Jornal do Commercio em 16/06/2009: Clique aqui
Matéria publicada no Diario de Pernambuco em junho/2009: Clique aqui
O que pensam os ambientalistas do Fórum de Entidades Ambientalistas: Clique aqui





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