segunda-feira, 3 de maio de 2010

Lá vem chegando o São João!
















Mês que vem (junho), é época de uma das festas mais populares
e animadas aqui no nordeste. É a festa do forró, das quadrilhas
juninas e dos fogos de artifício.

Mas também é a festa das fogueiras, que trazem consigo alguns
problemas ambientais, como a queima da madeira que espalha CO2
pelo ar e também o desmatamento ilegal das árvores, para
transformá-las em combustível para iluminar e aquecer a noite
junina.

Não sei se foi coincidência, mas ontem, há mais de um mês
de distância das festas juninas, encontrei três árvores urbanas
completamente dizimadas em uma calçada de uma rua no bairro
do Rosarinho, zona norte do Recife. Praticamente só restavam
os troncos delas. Na mesma rua, no jardim de uma residência,
se encontravam algumas toras de madeira armazenadas.
Fiquei me perguntando se aquelas toras não seriam das pobres
árvores da calçada da rua. Na dúvida, acionei a Brigada Ambiental
para investigar e, se fosse o caso, punir os responsáveis.
Deixei recado também na redação de um jornal local, para coluna
de meio ambiente, caso de houvesse interesse pelo assunto.

De qualquer forma, independente do que tenha ocorrido, as árvores,
ou o que restou delas, estava lá na rua, proporcionando uma das
imagens mais desagradáveis de se ver (pelo menos, pra mim).

O endereço é a conhecida Av. Santos Dumont, num trecho
que nem eu mesmo sabia que ainda pertencia a esta via:
fica um pouco depois que a referida avenida cruza a Av. Norte,
quase chegando numa outra avenida onde tem um canal, a mesma
que margeia o estádio do Arruda. E as árvores trucidadas,
ficam no cruzamento desta Santos Dumont, com a Rua Noronha
de Carvalho, no já citado bairro do Rosarinho.

Valeria a pena se os órgãos competentes investigassem a origem
da madeira que se encontra armazenada no jardim da residência
da rua onde as árvores foram destruídas, pois, mesmo que não sejam
das árvores da rua, é necessário saber SE A MADEIRA É DE ORIGEM
LEGAL E SE TEM AUTORIZAÇÃO para ser comercializada.

Se autuam e multam pessoas que criam papagaios - alguns, que há tempos
já são animais completamente domesticados, tratados e alimentados
com carinho, enquanto outras espécies silvestres são mantidas em
cativeiro do Parque 13 de Maio, expostas ao barulho urbano e de shows
que são realizados por lá - por que não punir também as pessoas que
destroem árvores para fazer "dinheiro extra" na época das festas
juninas com a sua madeira, e ainda poluem o meio ambiente com muita
fumaça na noite de São João?

Sejamos justos...


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4 comentários:

silas disse...

Plante árvores, eu te amo, cara. Você é demais, sempre lutando pela causa justa.

Na última vez que comentei aqui... eu não me lembro pelo que foi. Eu sei que tive saudade de ler este blog, e cá estou de volta.

É muito bom saber que existem pessoas que dividem uma opinião crítica a respeito das fogueiras juninas. Eu que tenho rinite alérgica nem posso pensar em fumaça, e todo ano sofro com ela. Não só por isso (o cheiro forte e a fumaça amarga afetando a saúde), está na hora da humanidade pensar um pouco melhor e maior sobre o que é natureza e o que a compõe. Tratando o meio ambiente desse jeito que vai, os seres humanos verão não somente o fim do verde e da fauna, mas a extinção de sua própria espécie (espécie que tantas pessoas esquecem que também faz parte da natureza). Parece que só com esse tipo de abordagem é que se comove pelo menos alguns.

Recentemente, por exemplo, discuti bastante sobre a falta de lixeiras de material reciclável no CFCH (UFPE), e sobre a ausência de identificação clara para os inexperientes e menos entendidos("vermelho=plástico", "azul=papel", etc). Agora estou lutando por uma campanha de conscientização e estímulo adequado do uso, visto que grande parte dos usuários estão misturando os materiais e acrescentando restos orgânicos. Semana passada eu encontrei 10 folhas de caderno na lixeira de plástico. E já vi metade de um chocolate e vários chicletes nas lixeiras de vidro e metal.

É uma grande luta. Mas lutar por causas justas é bastante compensatório.

Parabéns pelo blog e parabéns a você. Vamos juntos nessa.

Plante Árvores disse...

Opa Silas!

Obrigado pela visita! Já tava achando que ninguém lia esse blog, rsrs. Pois é, tá na hora de adaptar as tradições né? Nem tudo que se origina das tradições são necessariamente "benéficos".
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Qto a reciclagem, não esquenta. Não precisa esse rigor com relação à separação dos lixos. O importante é separar o que é ORGÂNICO do que é RECICLÁVEL. Qdo o material chega ao seu destino, se não tiver bem separadinho, vai ser separado pelas pessoas que trabalham na seleção (plástico, papel, vidro, metal).
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Be happy!
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E apareça sempre :)

Fred Benning disse...

Woodstock tem novo endereço.

http://www.musica-quemudouomundo.blogspot.com/

Abraço

silas disse...

Pois é, bem facinho. :)
Tinha me esquecido desse detalhe. Mas acho que estimular essas mínimas coisas pode fazer com que facilmente as pessoas lembrem de separar o reciclável do orgânico. Nao custa nada tentar, né? E puxar umas orelhas pode ser divertido rs