quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A árvore do céu e da terra








Clique nas
imagens para
ampliá-las.










Muda de
Craibeira na
entrada do
restaurante.







O pessoal do restaurante Macrobiótico Céu e Terra
já tinha desistido de esperar que a prefeitura
plantasse uma muda de árvore na sua calçada.

Segundo fui informado, eles ligaram mais de uma vez
para o número que eu lhes indiquei ( 156 ), que é o
telefone que a prefeitura do Recife disponibiliza
para esse tipo de solicitação, para depois encaminhar
os pedidos aos setores competentes (neste caso, a EMLURB).

Já funcionou comigo, por isso eu sempre indicava.
Até mesmo o pessoal da sementeira da EMLURB
(que é quem faz o plantio), prefere que as pessoas
usem esse número, ao invés de solicitar da própria
sementeira.

Foi aí que lembrei eu que tinha umas mudas de Craibeira
(Tabebuia caraiba) e oferecí uma para que eles mesmos
pudessem plantar uma árvore na frente do restaurante.
O resultado está aí nas fotos.

A muda não possui o tamanho ideal para o plantio
em calçadas de áreas urbanas de muito movimento (como
é o caso daquela região), mas vamos torcer para que com
a proteção e o cuidado que ela está recebendo, possamos
ter mais uma árvore adulta dando sombra e uma bela floração
bem no centro da cidade.

Parabéns a Albanita e Elias do restaurante Céu
e Terra pelo bonito gesto!



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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Podas da prefeitura desafiam o bom senso















Percebam que
não existe fiação sobre o que restou do Oitizeiro acima
(Licania tomentosa). Então, qual seria a razão para a mutilação?

Os buracos na calçada são
os locais onde ficavam outras três árvores.








De copa frondosa,
esta árvore
(possivelmente
uma Cassia grandis)
dava ótima sombra,
além de uma bela
floração.

Ficou resumida
a alguns "gravetos"
final de semana.









[ CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIÁ-LAS ]



A prefeitura do Recife realizou no último final de semana, a remoção de três árvores na calçada de um prédio na rua Bispo Cardoso Ayres, no Bairro da Boa Vista*, região central
do Recife/PE.
A remoção teria sido motivada pelo fato das raízes das árvores estarem destruindo a calçada e dificultando (em alguns trechos impossibilitando mesmo) a passagem de pedestres.


Uma delas - um Sombreiro (Clitoria fairchildiana) - além de destruir a calçada, estaria condenado por ter o interior de seu tronco em estado de decomposição, o que podia ser constatado ao observar-se as toras amontoadas sobre a calçada após a sua remoção).
Um outro sombreiro foi derrubado, sem aparentar nenhum problema no seu cerne.


A outra, uma Castanhola (Terminalia Catappa), que não teria problemas de saúde, foi removida apenas para viabilizar a reconstrução da calçada, uma vez que as suas enormes raízes superficiais não poderiam ser cordadas, sob o risco de comprometer a sua sobrevivência/sustentação e/ou provocar um acidente, com risco de danos materiais ou humanos.


Conversei com a técnica que supervisionava o serviço no segundo dia (domingo).
Muito simpática, além de me dar as explicações que eu relatei acima, ela me contou que a idéia da prefeitura é de reconstruir a calçada e fazer o plantio de mudas em substituição as árvores que foram removidas.
Ela disse ainda, que deveriam plantar árvores de espécies que não possuam raízes que quebrem calçadas e de médio para grande porte, pois naquele lado da calçada não existe fiação elétrica.
Fiquei pensando que seria bom se fizessem o mesmo na calçada da Construtora ROMARCO, na rua José de Alencar, de onde arrancaram 3 (eu disse três) castanholas recentemente (clique aqui para saber mais).



Ver árvores sendo removidas, mesmo que o motivo seja preventivo ou para fazer reparos urbanos, é sempre triste (que o digam os taxistas que fazem ponto na Bispo Cardoso Ayres e os funcionários/as da empresa CONTAX que faziam seus lanches à sombra daquelas árvores).


Tão triste (ou mais) que ver as árvores serem removidas, é ver as que são podadas. Isso porque as "podas" que a prefeitura do Recife vem fazendo nos últimos anos (através da empresa terceirizada ENGEMAIA), desafia a compreensão de qualquer cidadão comum e até mesmo de especialistas, como engenheiros florestais e agrônomos, com os quais eu já tive a oportunidade de conversar e ouvir seus relatos de indignação. Isso porque a prefeitura e a ENGEMAIA deixam muitas árvores completamente "peladas" com um mínimo de galhos e quase nenhuma folhagem. A impressão que se tem é a de que tiraram a vida da árvore mesmo deixando seu tronco de pé.
Posso estar enganado, mas para um leigo como eu, a impressão que fica em alguns casos é que o serviço foi feito por pessoas não qualificadas.



Essa poda "radical", aconteceu com as únicas árvores (do mesmo trecho da rua) que foram poupadas por não apresentar riscos à calçada: Um antigo Oitizeiro (Licania tomentosa), que no meu entender foi "criminosamente podado" e uma outra árvore (que eu acho se tratar de uma Cassia grandis - ver foto) que nem na calçada ficava, e sim no jardim de um prédio residencial que fica em frente a empresa CONTAX.


Infelizmente estou sem câmera para registrar o ocorrido, mas quem quiser conferir o que eu estou falando e constatar a brutalidade das podas, é só passar pela rua Bispo Cardoso Ayres, a rua da faculdade ESUDA e da empresa
CONTAX (antigo Bompreço da Boa Vista).
As árvores, ou que que sobrou delas, estão na frente do estacionamento da referida empresa de telemarketing, do outro lado da rua.


Quem quiser ter uma idéia de como são feitas as podas da prefeitura do Recife clique aqui. A máquina trituradora que se vê nas fotos também foi usada nas podas do último final de semana. As folhas trituradas são usadas para fazer "compostagem", ou seja, transformá-las em adubo orgânico. Talvez isso explique a quantidade excessiva de galhos que são removidos.



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* apesar da maioria das pessoas chamarem aquela área de Boa Vista, na verdade a rua faz parte de um bairro chamado Sloedade.



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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Imagens das castanholas que a prefeitura derrubou

















No site google maps ainda constam imagens das árvores
que foram derrubadas pela prefeitura do Recife,
na Rua José de Alencar, na Ilha do Leite.
As três Castanholas (Terminalia catappa) sumiram do mapa
na última segunda-feira (13-12-2010) sem motivo aparente.

Clique aqui e veja o post anterior para saber mais detalhes
sobre o que aconteceu.

Clique aqui e veja pessoalmente o mapa no site googlemaps.



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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Recife: cresça, mas não desapareça com as nossas árvores!

















A Terminalia catappa costuma dar uma ótima sombra, como se
pode ver na foto acima. De acordo com a região ela pode ser chamada
de Castanheira, Castanheira Portuguesa, Castanha da índia, Castanhola,
Sete Copas, Chapéu de Sol e possivelmente outros nomes
. Fonte.

















Preservando o que, mesmo? Três árvores (da espécie Terminalia
catappa) foram derrubadas ontem à tarde pela prefeitura do Recife, numa
calçada da rua José de Alencar, em frente a um prédio empresarial
que está sendo construído pela empresa ROMARCO, próximo a Praça Miguel
de Cervantes, na Ilha do Leite.
Imagem retirada do site.


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A José de Alencar é uma das ruas mais tradicionais da área residencial do centro do Recife, juntamente com a Soledade, Dom Bosco, Manuel Borba, Sossego, Marques do Amorim, Gervásio Pires e tantas outras.
Muitas gerações de famílias cresceram e continuam crescendo nessa vizinhança. Pra quem não sabe, ou não lembra pelo nome, ela é aquela rua que vai da esquina da loja Riachuelo da av. Cde da Boa Vista, até a praça Miguel de Cervantes, na Ilha do Leite.

De uns tempos pra cá, a rua José de Alencar vem apresentando uma tímida, mas constante expansão imobiliária, justificada pela proximidade com o pólo médico da Ilha do Leite e com o Fórum da Ilha de Joana Bezerra, além de ser uma boa opção também para novos moradores, pela sua localização.

Não é de hoje que muitas dessas ruas tem assumido esse perfil misto de residencial/comercial/empresarial, como na maioria dos bairros centrais de qualquer capital brasileira. E isso é perfeitamente compreensível e aceitável, pois é o reflexo do crescimento populacional,
econômico, etc.

O que não é compreensível (e muito menos aceitável) é crescer e mudar a paisagem da cidade pra pior, tirando de muitas ruas do centro (e de outras localidades) algo que elas tem (ou tinham?) de mais característico e de bom, que é a cobertura vegetal proporcionada pelas nossas árvores - há décadas, moradoras daqueles logradouros.

Ontem (13-12-2010) presenciei uma equipe da prefeitura cortando 3 (três) árvores de grande porte (Castanholas) na calçada da rua José de Alencar (em frente a um prédio empresarial que está fase de conclusão). Não sou técnico nessa área, apenas frequento o local, mas acho que as árvores pareciam saudáveis, assim como o Ficus enorme que foi arrancado da calçada do Hospital João XXIII, no mesmo bairro.

É triste assistir a cenas como essas, no ano em que prefeitura lançou um novo plano de arborização para a cidade, o qual até agora a população não sabe ao certo quais são as metas de tal plano.
O pouco que sabemos é que um cidadão pode ser multado se for flagrado simplesmente "podando" uma árvore na calçada da sua própria casa, enquanto empresários que proporcionam o crescimento econômico para o estado/município, recebem autorização para cortar árvores inteiras no entorno de seus empreendimentos, sem motivo aparente (doença da árvore, risco de queda, etc).

Liguei para o setor de cortes e podas da prefeitura (Emlurb) para saber se o mesmo havia sido autorizado e recebi a confirmação de que sim, o corte foi autorizado pela DIRMAM (Diretoria de Meio Ambiente, da prefeitura). Liguei várias vezes pela manhã (entre as 10 e 11h) para os números que o funcionário da Emlurb me forneceu como sendo da DIRMAM (3355 8712/8452) e ninguém atendeu. Liguei para um outro setor da Emlurb, onde outro funcionário me sugeriu ligar para o PABX da prefeitura (3355 8000) e novamente, ninguém atendeu.
Já o telefone da Brigada Ambiental (3355 2112 também da prefeitura), ninguém atende desde ontem quando liguei por volta das 15h, após presenciar o abate das árvores. Liguei pra lá diversas vezes hoje pela manhá também e ninguém atendia.

Informei a situação a dois repórteres de dois dos mais antigos e importantes jornais em circulação da nossa cidade/estado.
Quem sabe, eles não teriam mais facilidade em contactar a DIRMAM, descobrir o verdadeiro motivo da eliminação das árvores e explicar a população quais são os critérios da nossa prefeitura para justificar esse tipo de ação destrutiva?

Até me provarem o contrário, eu vou ficar acreditando que as árvores foram derrubadas para facilitar o acesso ao mais novo prédio empresarial/comercial da Ilha do Leite. É o Recife crescendo sem sustentabilidade?
Onde fica o bem estar da população (árvores = sombra = menos calor = mais humidade = paisagem mais agradável/bonita = bem estar).
Assim como estas da rua José de Alencar, quantas outras podem estar sendo retiradas da nossa cidade sem critério algum?


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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Cadê o espírito natalino do Papa?















Vaticano dá mau exemplo e CORTA árvore de quase 100 anos, para usá-la como ÁRVORE DE NATAL na praça de São Pedro.
Uma árvore de Natal de 34 m de altura, 94 anos de idade e 5 t foi colocada nesta sexta-feira na praça de São Pedro do Vaticano, onde permanecerá junto ao tradicional Portal de Belém durante as festas do Natal.

A árvore procede da localidade de Luson, um pequeno povoado da província de Bolzano, capital da região italiana do Alto Adige (sub Tirol) de língua alemã.

Leia mais aqui e veja mais imagens aqui.

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A criançada vai se divertir... plantando!





Foto meramente
ilustrativa, retirada
do site da BBC.








No próximo sábado vai acontecer o curso de cultivo ecológico de jardins e hortas em pequenos espaços para crianças.

Leve seus filhos, sobrinhos, netos, irmãos pequenos,
amigos dos filhos...


O curso inclui:
Preparo de terra com adubos orgânicos;
Plantio de mudas e semeadura de hortaliças,
temperos e flores em vasos.

Data:
04/12/2010

Duração:
2 horas

Horário:
14h às 16h

Valor:
R$50 (inclui material e direito a acompanhante)

Local:
Integre - Centro de Evolução
Rua Manoel de Carvalho, 93 - Aflitos

Contato:
Simone Miranda (81) 8506-6949


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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O invasor é exótico





















No domingo 14-11-2010, foi publicada uma matéria no
Jornal do Commercio de Pernambuco, com o seguinte título:
Reserva de Caetés Livre de Árvores Invasoras
(clique imagem acima, para ler a matéria original, ou aqui, para ler no blog da repórter Verônica Falcão),
sobre o corte de Jaqueiras, Carolinas, Sombreiros e outras árvores exóticas daquela reserva natural.


Mas o que são árvores invasoras?
Invasor é o adjetivo usado por especialistas para definir espécies exóticas que conseguem se propagar de forma autônoma (sem a ajuda do homem) e sem controle, em matas nativas, concorrendo em ocupação de espaço com as espécies originárias daquele bioma.


Certo, mas o que são árvores exóticas?
Qualquer planta que não é natural (originária) de uma determinada região, é considerada exótica. As que são naturais de uma região, são conhecidas como nativas.


Podemos ter exóticas originárias de diferentes países, como a Mangueira, Jambeiro e a Jaqueira (todas da Ásia) e a Tamarineira (da África). Também existem plantas exóticas originárias de um mesmo país, sendo nativas de regiões específicas. Por exemplo, o Sombreiro e o Abricó de Macaco, são espécies originárias de matas do Amazonas, sendo portanto, considerados espécies exóticas em relação à outras regiões do Brasil.


E como as plantas exóticas passaram a ocupar espaços
em diferentes
países/regiões?
Na grande maioria das vezes, com uma ajudinha do "vizinho" mais inteligente do planeta: o ser humano.
Por razões as mais diversas, tais como: curiosidade, estudo científico, por motivos econômicos, afetivos, fitoterápicos, paisagísticos e etc, pessoas transportam plantas na forma de mudas e/ou sementes, de um lugar à outro, há muito tempo, a ponto de em aguns lugares, moradores confundirem espécies exóticas com nativas (é o caso das pessoas que acham que
jambo
e tamarindo são do Nordeste do Brasil, por exemplo).


Certo, agora que eu já sei que exótico não é só o cara esquisito que mora na minha rua, e que invasor não são só os extra-terrestres do filme de ficção, qual a importância de se derrubar as árvores "invasoras" em reservas florestais como a de Caetés, em Pernambuco ou as da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro? Para os especialistas que defendem a técnica, é uma forma de se manter e propagar as espécies nativas, em detrimento das que não são originárias da região, preservando assim, as características daquele ecosistema, incluindo-se aí, os animais nativos e demais seres vivos que sobrevivem direta ou indiretamente do ambiente formado pela vegetação original (nativa).


Mas como em quase tudo nesse mundo, há controvérsias...
Existem especialistas (eng. Agrônomos, eng. Florestais, ambientalistas, etc) que não compartilham com essa idéia de simplesmente chegar e "remover" as ávores exóticas. Para essas pessoas, trata-se de uma saída mais fácil. Podia-se pensar e investir em outras coisas, como pesquisas acerca do impacto ambiental provocado pelas invasoras, suas relações com os agentes dispersores, etc. Enfim, papo de especialista.
A verdade é que a matéria do Jornal do Commercio só mostrou o lado de quem está por tráz desse projeto, que tem financiamento de R$ 60 mil (pouco se pensarmos que os governos municipais chegam a gastar com eventos culturais como carnaval, ou financiamentos de projetos de artistas...).



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