sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Menos árvores, com autorização da Prefeitura do Recife



Eles se dizem
preocupados
com o meio
ambiente, mas
derrubaram
três Castanholas
da calçada da rua,
quando o hospital
ainda estava
em obras.

Clique na
imagem
para
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Acabaram de derrubar uma Castanhola aqui perto, na rua Capitão José da Luz, no. 87 (Ilha do Leite), onde estão reformando uma casa para um escritório de advocacia.

Liguei pra Brigada Ambiental e eles foram checar a ocorrência. A pessoa que me atendeu foi super gentil, pois tomou nota do meu telefone e me retornou para dar notícias (ruins).

O escritório tinha sim, autorização da prefeitura e esta vai plantar outra árvore nas proximidades. Quer dizer que a prefeitura do Recife dá autorização pra tirar árvores
saudáveis para dar espaço a estacionamento? Que absurdo, não amigos/as?

Pior aconteceu com o novo hospital da UNIMED, também aqui na Ilha do Leite, que cortou 3 (tres) Castanholas (clique aqui pra ver postagem anterior, onde eu falei sobre isso), só que não foi pra dar espaço pra estacionamento, como eu pensava no início. Foi sabe-se lá porque... No lugar, tentaram plantar umas mudas bem crescidas que pareciam se de Ipês, pois quase não tinham folhas, o que dificultava a identificação e já eram bem altas (mais de 2 metros) Não vingaram. Agora, plantaram o que está pacecendo ser Bauhinias blakeanas, ou seja, nada que vá substituir a sombra que as castanholas davam, pois as citadas árvores são usadas mais com finalidade decorativa em jardins.

Mas a propaganda que esse novo hospital está veiculando nos jornais locais (ver imagem acima) tem a intenção de mostrar que eles se preocupam com o meio ambiente. Vai entender...



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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Grafitagem para protestar contra cortes de árvores.

















Uma forma ao mesmo tempo criativa e impactante de denunciar o corte de árvores nas ruas das nossas cidades.

O projeto é do grafiteiro Armando Fontes e da fotógrafa Cátia Rissi. Eles criaram um blog onde são publicadas as intervenções/protestos desenhados pelo artista.

O projeto chama-se Chalk Outline Tree e as fotos podem ser vistas acessando o blog deles. Lá também é possível ver o artista em ação, durante uma grafitagem que teve a cobertura
televisiva da Rede Bandeirantes para um jornal local ( Belo Horizonte / MG).

Grande idéia :)



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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Assine a petição e ajude a salvar o Edifício Caiçara!



Precisamos do maior número possível de assinaturas
para entragar junto com a solicitação de tombamento
do edifício.


Veja como é simples assinar a petição:









Clique nas imagens
para ver mais
detalhadamente.













Contamos com a sua ajuda para preservar a memória
da nossa cidade.

O Recife agradece! :)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

"Macacada" municipal, estadual e federal






Imagens retiradas
do Jornal do Commercio
de 15 de setembro
de 2011.


Clique nas
imagens para
ampli-a-las.













Então, pra
que existe
IBAMA se
a sua opinião
não é levada
em consideração?










Eu já havia comentado aqui - há mais de dois anos - sobre o absurdo que é, manter os 45 animais silvestres (quantidade informada em matéria do Jornal do Commercio) no Parque 13 de Maio,
em pleno centro do Recife. Quem quiser conhecer os motivos da minha revolta, basta clicar aqui e ver o post publicado em fevereiro de 2009.


Resumindo, eu me referia basicamente ao lugar inapropriado para essa finalidade, o tal parque, situado numa das áreas de maior movimento do centro do Recife. Lá, os animais são submetidos a poluição sonora (de automóveis, ônibus, motos e até eventuais shows religiosos, com altos
decibéis), poluição do ar, assédio de visitantes que nem sempre são observados/monitorados por funcionários do parque.

Agora com esse episódio do macaco Chico, que ficou foragido por cerca quatro dias, ficou constatado que além de falta de conforto, também falta segurança para aqueles animais. Segundo matéria publicada no jornal citado no início desse texto, comenta-se que falta até mesmo cuidados adequados por parte de tratadores, veterinários, etc.

Outro problema que ficou visível nos dias em que o animal esteve solto, foi o desprepado do poder público para esse tipo de situação, através dos órgãos que se envolveram na tentativa de capturar o primata. Despreparo e falta de interatividade entre alguns setores da administração pública.

Em dado momento, os bombeiros não fizeram a captura porque não chamaram a empresa de energia para cortar a eletricidade que comprometia a segurança dos mesmos. Em outro, não contou com a ajuda da companhia que controla o trânsito para fechar o acesso a uma rua e evitar que o macaco pudesse ser atropelado, numa tentativa de funcionários do IBAMA de capturá-lo no solo.
A veterinária do parque, por sua vez, além de não saber da existencia da Brigada Ambiental - policia especializada da guarda municipal - que tambem poderia ser acionada, ainda teve uma idéia que podia por em risco a vida do animal: misturar tranquilizante à comida do animal poderia fazêlo cair quando estivesse dormindo em uma árvore.

Pra fechar com chave de ouro e desmoralizar os profissionais que "cuidam" dos animais do parque, o bichinho acabou sendo capturado com a ajuda de uma uma antiga frequentadora do parque e amiga" do chico, a manicure Girlene Maria da Silva, que o atraíu ( e traiu?) chamando-o pelo nome e oferecendo-lhe pipoca.

Outro fato que me deixou de cabelo em pé, foi essa revelação, publicada no jornal de que os animais estariam mantidos naquele parque há tempos, sem a autorização do IBAMA (cadê a "moral"do IBAMA?)! Quando eu publiquei o meu post, em 2009, cheguei a conversar informalmente com uma pessoa do IBAMA e a mesma me disse que aquele órgão não retirava os animais do parque, porque não tinham lugar para onde enviá-los e mantê-los em segurança e conforto, já que os mesmos não tem mais condições de voltar a viver em liberdade, no seu habitat natural.

Considerando os fatos que ocorreram na semana passada, podemos imaginar que além disso, existe falta de interesse político para arranjar um lugar decente para os bichos.
Talvez se algum vereador ou deputado propusesse uma emenda que permitisse que os bichos votassem, quem sabe os políticos não olhassem pra eles com mais "interesse", digo, carinho e até mesmo respeito? Merecer, eles merecem.


Clique aqui para ler "on line", matéria no blog da colunista
Verônica Falcão, do Jornal do Commercio.





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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ganância versus Cultura




Clique
nas fotos
para
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Fachada do Edifício Caiçara


















Interior de um dos apartamentos, com a praia do Pina/Boa Viagem ao fundo.






















1.
Parte de trás do prédio, de onde se vê o acesso lateral (mais conhecido pelos pernambucanos como "oitão"), mostrada em detalhe na imagem 2;
2.
Acesso lateral aos fundos do prédio, onde ficam as garagens;
3.
As garagens dos apartamentos eram individuais, semelhantes as garagens de casas;
4.
Escadaria interna do edifício, que dá acesso aos apartamentos.




Em primeiro lugar, quero dizer que o assunto que eu vou postar hoje no meu blog não trata de árvores, mas fala sobre meio ambiente.
Mesmo que possa não parecer à primeira vista, o avanço desenfreado da especulação imobiliária sem planejamento urbano racional, tem causado sim, muito prejuízo ao nosso ambiente urbano.


Cada vez mais, vemos aumentar a quantidade de solos impermeabilizados e edifícios altos sendo construídos a distâncias cada vez menores uns dos outros. Esses fatores, somados a diminuição das áreas verdes, dificultam a ventilação, aumentam a temperatura nos bairros, além de dificultar o escoamento das águas em épocas de chuva, favorecendo a formação de vários
pontos de alagamento.
E o resultado da soma de todos esses problemas é um só: um grande mal estar para a população, que, diga-se de passagem, em grande parte nem percebe e até colabora com esse crescimento desordenado, sem questionar/cobrar soluções por parte das autoridades.



Agora, o pior é quando somado ao prejuízo ao meio ambiente, ainda levamos de brinde, inteiramente grátis, um prejuízo cultural. Além de não estarem preocupados com a diminuição das áreas verdes, nem com o aumento do despejo de esgoto em rios e praias e outros cuidados com saneamento básico, os construtores não tem a menor consideração com o patrimônio cultural da sua própria cidade. É como se não tivessem um pingo de consideração
pela memória do lugar onde cresceram e aprenderam a ser alguém na vida,
antes de se tornarem máquinas de fazer dinheiro e destruição.


Pois bem, meus amigos e amigas.
Essa semana eu fiquei sabendo, através de uma das mais badaladas redes sociais da atualidade na internet (o Facebook), que o antigo e charmosíssímo Edifício Caiçara, estaria com os seus dias contados.
Falou-se que a notícia saiu em um dos jornais locais, na semana passada.
O prédio fica em um dos endereços mais cobiçados do bairro de Boa Viagem/Recife, na avenida que leva o nome do bairro, à beira mar.


As pessoas que divulgaram a notícia no facebook - indignadas com a possibilidade de ver desaparecer uma das poucas construções antigas que ainda existem naquele bairro, em especial na avenida beira mar - resolveram organizar, na própria rede de relacionamentos, um movimento em defesa do prédio.


Quer se juntar ao grupo que defende a preservação do Edifício Caiçara?
Eu já me juntei :)
É lá que estão sendo trocadas idéias e estratégias sobre quais são as formas legais para se tentar evitar a demolição e como mobilizar os meios de comunicação (imprensa) e a população - não só daquele bairro - pois trata-se da memória cultural da cidade, um pedacinho que ainda resta
de uma paisagem que conta um pouco da nossa história.

Se você tem conta no facebook, é clicar aqui e entrar para o grupo.

Clique aqui para assinar a petição contra a demolição do Edifício Caiçara.


Por fim, eu gostaria de deixar registrado aqui, uma sugestão para o grupo SALVE O CAIÇARA: pensem na possibilidade de criar também um BLOG, como foi feito, por exemplo, pelo grupo que defendeu o Hospital da Tamarineira.
As redes sociais são sem dúvida, uma extraordinária ferramenta para mobilizar e agregar pessoas, mas um blog é mais DEMOCRÁTICO, pois qualquer um, de qualquer lugar, sem precisar de cadastro ou senha, pode acessar. Seria uma forma de divulgar o andamento do movimento e conquistar mais adesões também. E o facebook poderia funcionar como uma "sala de reuniões". Fica a dica :)


Parabéns a todos pela criação do grupo SALVE O CAIÇARA e a todos que se uniram e vão se unir nessa mobilização!




Crédito das imagens:
As fotos acima foram postadas por Tatty Queiroz Cavalcanti integrante do grupo, no facebook.



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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Clonagem de Ipês gera polêmica.





Clique na foto
para ampliar
a imagem, ou
aqui para ler
a matéria na
versão on line
do Jornal
do Commercio








Recentemente essa matéria publicada no Jornal do Commercio
(Recife/PE), chamou atenção pela divulgação de uma técnica
desenvolvida por profissionais do Centro de Tecnologias
Estratégicas do NE (Cetene), onde biólogos fazem uma espécie
de clonagem para reproduzir em larga escala uma determinada
espécie arbórea em laboratório.

A matéria causou polêmica quando divulgada por mim em alguns grupos de discussão sobre árvores, grupos onde participam desde estudantes até professores e especialistas de diversas áreas, como engenheiros florestais, agrônomos, biólogos,etc.

Na verdade a polêmica foi em dose dupla.

A primeira crítica foi em relação a criação de fragmentos de florestas
"homogêneas", sem diversidade genética.
Os especialistas chamam atenção para a importância de se ter várias espécies diferentes num reflorestamento, e que até as da mesma espécie sejam geneticamente diferentes.
Segundo Isabelle Meunier, engenheira florestal e professora da UFRPE, isso não se trata de uma opinião pessoal, mas sim de uma verdade científica conhecida em projetos de restauração de florestas.

A outra crítica foi com relação a espécie escolhida para a clonagem e posterior replantio. Ainda segundo o jornal, a espécie seria "rara" e "nativa de mata atlântica". No entanto, a espécie que foi divulgada na matéria (Tabebuia pentaphylla), na verdade é um Ipê Rosa proveniente da América Central, sendo portanto, uma espécie "exótica", que é muito utilizada em paisagismo de ruas e praças urbanas, pela sua beleza e capacidade de crescimento rápido (fonte: site Árvores do Brasil).


O que a primeira vista poderia causar uma boa impressão ou mesmo
massagear o ego dos pernambucanos por mais uma conquista ciêntífica,
na verdade acaba por ajudar a despertar um olhar mais crítico sobre
a necessidade de se encontrar uma maior adequação entre os avanços
tecnológicos e a funcionalidade/racionalidade no uso final dos mesmos.




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quarta-feira, 27 de julho de 2011

"Teje presa", dona árvore!





















"Sua folhas estão sujando a nossa
rua, ruas raízes atrapalhando
o nosso caminho e os seus frutos
causando morsas e sujando a pintura
dos nossos carros.

Você tem o direito de ficar calada,
tudo que você disser poderá ser
usado contra você."



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