terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Podas pré-carnavalescas.


Clique nas imagens para ampliá-las














Poda suspeita de não ter sido feita pela prefeitura nem por terceiros com autorização.
Os galhos parecem ter sido cortados com facão e arriscaria dizer, mesmo sem ser especialista no assunto, que não houve muito critério nos cortes dos mesmos. Também é possível notar que não existe fiação elétrica acima da árvore, o que poderia justificar a redução da sua copa.

















As fotos foram feitas na manhã do último domingo, 03-02-2013.
Os responsáveis pelo serviço não se deram ao trabalho de recolher as folhas e os galhos que permaneciam jogados na calçada até a manhã de hoje.

A denúncia foi feita nesta terça-feira à Semam (Secretaria de Meio Ambiente do Recife) e registrada sob o protocolo de no.: DA 0692013.1
Não foi solicitado por parte da atendente, nenhuma informação para contato
com o denunciante, como nome e telefone, por exemplo.






















Sugeri que, mesmo não havendo flagrante, enviassem um fiscal ao local para orientar o proprietário ou o usuário do imóvel e fazer com que o mesmo tome ciência dos procedimentos corretos sobre podas de ÁRVORES PÚBLICAS e as possíveis penalidades que podem sofrer quem pratica tais atos sem a devida permissão.

A árvore se encontra na Rua Bispo Cardoso Ayres, na calçada de um imóvel comercial que faz esquina com a Rua Visconde de Suassuna.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Recife recicla isopor


















Finalmente encontrei um destino sustentável
para as minhas bandejas de isopor.


Sabe aquelas bandejinhas de isopor que embalam certos produtos alimentícios que você compra nos supermercados? Ou aqueles enormes pedaços desse material, que vem junto com as embalagens de eletrodomésticos?

Agora, quem se preocupa com o meio ambiente não precisa mais ficar com a consciência pesada por não encontrar um destino adequado para eles.
O isopor que você levou pra casa involuntariamente agora pode ser reciclado.

A boa notícia veio através do ótimo blog ROTEIRO SOLIDÁRIO, da minha amiga e jornalista Fabianna Pepeu.

Eu mesmo andava à procura de um destino melhor que o lixão da cidade para as minhas bandejinhas (foto). Tinha até divulgado essa imagem nas redes sociais a procura de interessados que pudessem fazer algum novo uso das mesmas.
Certa vez cheguei a enviar dois pacotes dessas bandejas para um artista plástico e educador de São Paulo que eu conheci pelo Twitter, e que as reutilizava em trabalhos artísticos, seguindo um dos princípios da redução do impacto dos resíduos sólidos no meio ambiente: Reduzir, Reutilizar, Reciclar (também conhecidos com "os 3Rs")

Então, quem não conseguiu deixar de levar o isopor pra dentro de casa (Reduzir o consumo), ou não encontrou uma forma de reaproveitá-lo, evitando que o mesmo seja descartado no lixo comum (Reutilizar), tem agora a alternativa de fazê-lo retornar a indústria de consumo (Reciclar). Ou seja, não tem mais desculpa   : )

A cooperativa de catadores de resíduos sólidos Pró Recife recebe esse material em seu galpão e também pode fazer coletas deste e de outros materiais recicláveis em residências e empresas. Já entrei em contato com eles para agendar a coleta das minhas bandejas.

E aí, o que você está esperando? Vamos todos fazer a nossa parte!
Vamos ajudar a diminuir o descarte desnecessário de materiais que podem ser reaproveitados, contribuindo com a conservação do meio ambiente e gerando renda para os coletores de resíduos sólidos.

Interessados/as entrar em contato:
Cooperativa Pró Recife
Fones: (81) 9835 1480 e 8779 5772

Mais informações, clique aqui e acesse o blog ROTEIRO SOLIDÁRIO. Lá você vai saber o que fazer com diferentes tipos de objetos que deixamos de usar e que podem ser úteis a outras pessoas, além de outras dicas preciosas de solidariedade.




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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Como são bonzinhos esses/as vereadores/as…



21 de dezembro de 2012: o mundo não acabou.
Vou aproveitar que ainda posso continuar a fazer as coisas corriqueiras da vida, pra comentar uma notícia divulgada nos jornais locais ontem:


Depois de legislar em causa própria (na surdina, na virada de 2011 para 2012) aumentando em 62% os seus salários -que passarão de R$ 9.287,57 para R$ 15.031,76 em 2013 -, os vereadores do Recife tentam agora, posar de bons meninos/as, anunciando o fim (parcial) do AUXÍLIO PALETÓ.




Matéria publicada 
no Jornal do Commercio 
de ontem, 20-12-2012.
ler a matéria on line.







Para quem não sabe, o tal AUXÍLIO PALETÓ trata-se de uma "bonificação" para despesas extras, PAGA DUAS VEZES AO ANO e corresponde (cada pagamento) ao mesmo valor do salário dos vereadores. Por este motivo, tal bonificação acabou ficando conhecida como o pagamento do 14o. e 15o. salários daqueles parlamentares.
Agora, eles propõem que esses valores não sejam mais pagos anualmente, passando a serem pagos "apenas" duas vezes: uma no início e outra no final dos seus mandatos, copiando o modelo que já havia sido adotado pelo Senado. O ideal seria a extinção completa dessas bonificações. Sem falar que devem existir outras, para financiar combustível, passagens, etc. Um abuso.

Para negar que a estratégia tenha sido montada com a intenção de "diminuir a péssima impressão causada ao legislar em causa própria (com o aumento dos próprios salários em 62%)", o presidente da câmara, Jurandir Liberal (do PT), declarou que se fosse assim, eles teriam votado o tema antes das eleições. Ah, mas só se eles fossem muito ingênuos pra aprovar o fim (PARCIAL) do auxílio paletó antes das eleições. Ingênuos ou corajosos, porque isso certamente traria à tona o assunto do aumento abusivo dos seus próprios salários em plena campanha eleitoral. E isso poderia repercutir mal para eles e/ou seus correligionários aspirantes as vagas de vereadores. Ingênuos mesmo, nessa história toda, só mesmo aqueles/as que continuam votando nesses parlamentares.

Se queriam dar exemplo e ficar com uma imagem menos mal perante os responsáveis pelos seus acessos à câmara, ou seja, os eleitores - ou seja: o povo - , pelo menos poderiam propor devolver o dinheiro dos AUXÍLIOS PALETÓS que já receberam até hoje (a nova regra só vale para os vereadores que tomarão posse a partir de janeiro de 2013). Voltar atrás em relação ao aumento de 62% de seus próprios salários também seria digno.  #ficaadica.



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Barba, cabelo e bigode



E o verde das árvores vai desaparecendo gradativamente do Recife. Pelo jeito, por opção dos seus moradores, que parecem não se importar com o calor que faz nessa cidade, ou por achar que basta se refugiar nos sistemas de refrigeração de seus lares ou escritórios. E quanto a paisagem… bom, pra que se importar com a paisagem se podemos assistir as mais belas do mundo, no canal da National Geographic?


Poço da Panela (Casa Forte): 
só restou o pau.

Pedalando ontem pelo Poço da Panela (bairro que preserva um importante patrimônio histórico-cultural da nossa cidade) me deparei com essas três árvores da espécie "Ficus" (provavelmente Ficus microcarpa) ou, pra ser mais realista, com o que restava delas. As árvores tinham uma copa já bem desenvolvida e proporcionavam uma sombra pra lá de agradável. Ao que parece, a opção foi trocar a sombra por uma certa aridez, como podemos ver na foto (de baixíssima resolução, diga-se de passagem). Talvez houvesse algum motivo para remove-las… Se foi o caso, agora é ficar na torcida para que pelo menos sejam plantadas outras árvores em substituição.

















Árvores cortadas na Rua Antonio Vitrúvio, Poço da Panela, Recife, na calçada de uma residência particular. É a rua do conhecido "Atelier Coletivo", antigo reduto de artistas locais e em cuja casa atualmente funciona uma Igreja Episcopal.



Rua 13 de Maio (centro do Recife): 
aqui, não restou nada.

Bem próximo ao escritório que há poucas semanas cortou parte das raízes de algumas árvores que estavam na sua calçada, uma outra casa de atividade comercial aproveitou o domingo para fazer desaparecer por inteiro um Oitizeiro. Quanto passei em frente ao local, trabalhadores cortavam com machado e motoserra o que ainda restava de um "toco" da árvore, em frente ao imóvel. Ao lado, um caminhão Mercedes Bens, daqueles antigos, já estava com a caçamba completamente carregada de galhos e folhas. Quando voltei, só havia pó de serra, algumas folhas espalhadas pelo chão e umas pedras de lajota cobrindo, no solo, o lugar onde antes tinha uma árvore, para disfarçar. Serviço completo: barba, cabelo e bigode! E rápido! Nem o caminhão nem nenhum dos trabalhadores apresentavam alguma identificação visível, da prefeitura ou de alguma empresa terceirizada.

Tentei avisar a Brigada Ambiental quando ainda estavam cortando, mas não consegui. E nem ia adiantar: hoje pela manhã liguei novamente e fiquei sabendo que eles ainda estão sem viatura para fazer ocorrências.  Avisei a redação do Diario de Pernambuco, que recentemente tem publicado matérias demonstrando solidariedade para com as nossas árvores urbanas, mas não sei se eles foram ao local. Nesses casos a ajuda da imprensa é super bem vinda, pois é uma forma de registrar o flagrante, já que somos tão carentes de fiscalização em dias normais, quanto mais nos finais de semana e feriados!



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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Descobertas novas espécies de árvores no nordeste brasileiro.

























Da esquerda para direita em sentido horário, as plantas descobertas:
Uma parente da goiaba, uma trepadeira de flores belas (porém mal-cheirosas) e um parente do Sapotí.


Três espécies vegetais desconhecidas do mundo científico foram encontradas há dois anos em Timbau do Sul, no Rio Grande do Norte. Entre elas encontram-se duas espécies arbóreas: uma da família Myrtaceae,  do gênero das  Eugenias (o mesmo da goiaba, pitanga e ubaia) e outra da família Sapotaceae, do gênero Pradosia (o mesmo do sapoti e abiu). As descobertas serão publicadas em revistas científicas de três países (EUA, Noruega e Áustria).

Tomei conhecimento da notícia através de uma matéria da repórter Veronica Falcão publicada no Jornal do  Commercio no último domingo 18/11. Procurei pelo google uma versão on line, em vão. Resolvi então postá-la aqui, por se tratar de um assunto do interesse dos que frequentam as páginas desse blog.

As fotos são de autoria do botânico da UFPE Marccus Alves, que fez a descoberta por acaso durante um passeio pela restinga de Timbau do Sul. O pesquisador explica na matéria do JC que as plantas se encontram próximas a uma região em expansão imobiliária, o que já as coloca em risco de extinção, considerando a possibilidade das mesmas serem endêmicas, ou seja, que só ocorrem naquele local. Esse fato inclusive, pode nos levar a supor que alguns (ou muitos, quem sabe?) seres vegetais e animais já tenham desaparecido sem nunca terem sido conhecidos pelo ser humano em conseqüência de sua egotrip destrutiva.





para fazer o download 
em formato jpg da 
matéria digitalizada.







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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ministério Público suspende (mais uma vez) corte de árvore em Recife





















Uma construtora ergueu um novo prédio na Rua Santos Elias, no tradicional bairro do Espinheiro e quer banir de lá uma das moradoras mais antigas do local: uma árvore da espécie acácia mimosa (centenária, segundo matéria publicada no Diario de Pernambuco).

Por mais de uma vez os moradores, com o apoio do Ministério Público de Pernambuco, tem se mobilizado para impedir a derrubada desta árvore. Em setembro houve outra tentativa e - ainda segundo a matéria do DP (clique aqui para ler) -, a Incorporadora Melo Rodrigues já havia recebido uma recomendação do MP/PE para não levar adiante o corte. No flagrante mais recente (que ocorreu na sexta-feira 09/11) foi constatado inclusive, que a motosserra que seria usada para derrubar a árvore estava com a licença do IBAMA vencida.

Além dos moradores e da promotora de justiça Belize Câmara, foram mobilizados ao local a Secretaria do Meio Ambiente, a Brigada Ambiental e até a Polícia Militar (que não autuou o profissional da motosserra irregular porque o mesmo havia abandonado o local, só retornando depois de regularizar a situação da ferramenta). Por fim, novamente a promotora suspendeu o corte da árvore e convocou os responsáveis pelo empreendimento para uma reunião no Ministério Público.




A árvore está na entrada do prédio.

O fato tem revoltado moradores da região e poderia ter sido evitado se, ao projetar o edifício tivessem considerado a existência da árvore, que está alí há muitas décadas, exatamente no local que foi escolhido para ser a entrada do novo prédio. Não seria mais fácil resolver o problema, ou melhor, evitá-lo, com uma mudança no desenho do projeto ("tem uma árvore aqui, então vamos fazer o acesso de veículos em outro lugar")?

Isso pode nos levar a pensar que a árvore foi ignorada durante o desenvolvimento do projeto e que não se cogitou a sua preservação. Pelo contrário, pode ter prevalecido o pensamento que considera a árvore um equipamento urbano, como um banco de praça ou um poste de iluminação, que pode ser removido ou relocado sem causar maiores danos. O que é um engano, pois os danos serão sentidos:
1. pela própria árvore, que é um ser vivo (às vezes as pessoas se esquecem disso);
2. pela população do bairro, em especial os moradores daquela rua (incluindo os que ocuparão o novo prédio) e
3. pela fauna urbana.




Ao invés de cortes e replantios,
poderia se promover e incentivar a construção
de "edifícios amigos do meio ambiente" - um modelo
de ocupação urbana preservacionista.

Infelizmente o modo de enxergar as árvores como objetos, é até de certa forma amparado ou incentivado (indiretamente, é claro) por lei, que determina o plantio de uma nova árvore (leia-se muda de árvore) para compensar o corte de um indivíduo adulto, somado ao fato da mesma lei municipal permitir a remoção de árvores para dar acesso a circulação de veículos. Isso pode explicar a aprovação de um projeto com uma árvore na entrada do prédio, como foi o caso deste Edifício Arthur Rodrigues (ver trecho da lei, ao final do texto).

O replantio como compensação ambiental, é algo que considero questionável e cujo resultado só se percebe a longo prazo. Há uma perda das características ambientais e paisagísticas do local que não serão substituídas e sim, transformadas, com o passar do tempo. Isso - vale a ressalva - , quando é cumprido o compromisso do replantio. Seria interessante se houvesse um maior cuidado por parte do poder público, aliado à leis e fiscalização mais rigorosas, para preservar as árvores urbanas já existentes, evitando cortes desnecessários. Sustentabilidade é o assunto do momento mas, embora muitos falem e até levantem bandeira, são poucos os vestem a moda de verdade.




Será que a árvore fica?

A antiga árvore, que segundo os moradores da rua está saudável, dá vida e sombra ao lugar, que faz parte de um bairro que ainda é conhecido como um dos mais arborizados do Recife. Seria uma pena perdê-la para um empreendimento imobiliário.

Parabéns aos moradores da Rua Santo Elias, a promotora de justiça Belize Câmara, que através do Ministério Público tem se mostrado bastante atuante e preocupada com a preservação do nosso patrimônio público, e ao Diario de Pernambuco pela reportagem.


Título II  "Da arborização municipal"  / Capítulo IV  "Da supressão"
Art. 23. A supressão de qualquer árvore, somente será permitida com prévia autorização escrita da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, através de laudo emitido por técnico legalmente habilitado quando: V - Constituir-se em obstáculos fisicamente incontornáveis ao acesso e à circulação de veículos, sendo que para tanto deverá estar acompanhado de croqui;

Fonte:

Agradecimento:
Helena Castelo Branco





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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mais um crime ambiental no Recife



















Recebi hoje, através de uma amiga em uma rede social, esta foto acompanhada da denúncia de anelamento desta Etritrina verde-amarela (Erythrina indica picta), árvore mais conhecida como Brasileirinho, por causa da coloração de suas folhas.

O anelamento consiste em tirar a casca de uma árvore ou arbusto formando um anel completo em torno de seu caule. Inicialmente, a planta não mostra nenhuma alteração. A seiva bruta sobe e chega às folhas. Estas realizam fotossíntese, produzindo a seiva orgânica que se desloca, para baixo. Na região do anel a seiva não consegue passar, acumulando-se na parte superior. As raízes, à medida que os dias passam, gastam as reservas e depois morrem. Cessa então a absorção de água, as folhas murcham e a planta morre.


Endereço da árvore é:
Rua Oscar Carneiro 42, edifício São Jorge, Tamarineira, Recife/PE.
Quem quiser pode fazer a denúncia deste crime ambiental pelos fones:

3355 5814
3355 5815
(SEMAM - Secretaria do Meio Ambiente do Recife)























Foto da árvore antes do anelamento
( Googlemaps - link aqui )