sábado, 16 de junho de 2012

Se fosse uma arvore...

















Me deparei com essa imagem no facebook, achei genial a ideia
e fui procurar mais informações. Pensei que pudesse
ser uma montagem, uma possível peça fictícia, ou "fantasma",
para usar o jargão dos publicitários. Mas eu acabei a encontrando
num site que mostra várias campanhas criativas sobre o tema "meio
ambiente" e lá dizia que o seguinte:
A campanha foi criada em ocasião dos congressos mundiais
sobre Biodiversidade e Biossegurança, realizados pela ONU 
em 2006, em Curitiba. A peça foi estrategicamente montada 
na saída do aeroporto Afonso Pena, de modo a surpreender
os participantes do congresso e quem mais passasse pelo local.
















.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Como solicitar o tombamento de árvores no Recife







































Passo-a-passo para solicitar o tombamento de uma árvore. 
Reprodução de infográfico publicado em matéria do Diário de Pernambuco  em 14-06-12 ("Árvores tombadas pedem cuidados") .



Segundo matéria publicada no Diário de Pernambuco de ontem, o Recife possui 54 árvores protegidas por lei.  Os procedimentos para solicitação do tombamento de uma (ou mais) árvores, que pode ser feito por qualquer pessoa, estão no infográfico acima. 

Ainda segundo a mesma matéria, das 54 árvores que constam no livro de tombo da prefeitura e estão protegidas de corte ou depredações, 11 delas estão em no mesmo endereço, a Rua Astronauta Neil Armstrong.



















Matéria publicada no DP, de autoria de Anamaria Nascimento. 
Clique aqui para fazer o download da matéria digitalizada 
(jpg com resolucão suficiente para leitura). Para ler a versão 
on line, clique aqui.



A parte chata dessa história, é que não existe equipe diferenciada para manutenção,
muito menos verba específica para tal. As árvores que precisam de cuidados especiais como tratamento fitossanitário, placas de identificação e avaliações de técnicos antes de uma possível intervenção (como podas, por exemplo) são tratadas pela mesma equipe que promove uma série de atrocidades as quais infelizmente,  já estamos acostumados a ver pelas ruas da nossa cidade.


Eu acrescentaria inclusive, que a verba deveria ser aumentada para melhorar o cuidado com toda a arborização da cidade, não apenas com as que estão protegidas por tombamento. Contratação de pessoal especializado ou realização de capacitações para melhorar o conhecimento dos que já fazem parte da equipe de manutenção também seriam iniciativas muito bem vindas por parte do poder público.


Clique aqui e conheça a lei municipal sancionada em 1988 que dispõe as condições para tombamento de árvores em nossa cidade. Clique aqui e leia mais sobre o assunto na página da Diretoria de Meio Ambiente da Secretaria de Planejamento.





.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Túneis verdes : uma vitória dos gaúchos, um exemplo para todos.




Rua Gonçalo de Carvalho


Enquanto aqui em Recife alguns cidadãos e cidadãs empenhados na defesa do meio ambiente conseguem com muito esforco, o tombamento (o termo aqui é usado com o sentido de preservação) de umas poucas árvores, como é o caso do "Grupo Árvores", que atua em defesa das árvores do campus da UFRPE, na capital do Rio Grande do Sul um vereador conseguiu garantir de uma só vez, por lei, a preservação de centenas delas.

A populacão portalegrense dorme mais tranquila (e feliz) desde que foi aprovada na Camara Municipal da sua cidade, o projeto de lei que proteje os chamados "Túneis Verdes", como são chamadas as belas alamedas presentes em cerca de 70 ruas e avenidas da capital gaúcha.  Essas vias passam a ser consideradas "Áreas de Uso Especial" e não podem sofrer alteracões que comprometam a sua cobertura vegetal. Além de preservar o meio ambiente urbano, a cidade ganha em qualidade de vida - com vias sombreadas - , em paisagismo e em potencial turístico: uma dessas ruas, a Gonçalo de Carvalho, já foi mencionada em uma publicacão internacional como a "rua mais bonita do mundo".

O projeto de lei 187/08 foi aprovado no final do mes de maio, com 26 votos a favor, um contra e nenhuma abstenção. O único empecilho era a emenda 23, protocolada pelo vereador João Carlos Nedel, do PP (que votou contra o texto do projeto), mas a mesma acabou sendo rejeitada.












O vereador 
Beto Moesch, 
autor do projeto
e uma das ruas 
contempladas, 
vistas do alto.

Conquistamos mais um instrumento de sustentabilidade para a capital. Com essa lei, mostramos a importância das árvores e do cuidados que elas devem ter. A relevância é tanta, que aquelas que formam túneis verdes em ruas e avenidas passam a ser patrimônio turístico, paisagístico, cultural, histórico e ecológico da cidade, comemora o vereador Beto Moesch (PP), autor da proposta.

Hoje, com o desenvolvimento que a cidade vem sofrendo, é comum as pessoas pensarem que as árvores não são essenciais, e sim o asfalto na rua. A vida moderna está nos afastando dessas questões. Isso é um grande engano. A aprovação do projeto vai possibilitar que outras ruas, ainda não contempladas no texto, sejam mantidas e desenvolvam um potencial turístico maior para Porto Alegre, 
comentou César Cardia,  integrante da Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência (AMABI) e representante da Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho, que esteve presente na camara, acompanhando a votação.


A lei foi sancionada dia 5 de junho, Dia do Meio Ambiente pelo prefeito José Fortunati.




Rua José Bonifácio


Rua Couto de Magalhães 
e a placa da  Gonçalo de Carvalho,
protegida desde 2006.


A lei beneficiou os seguintes logradouros: Av. Ganzo; Av. Guaíba; Av. José Bonifácio; Av. Lageado, no trecho entre a Av. Carlos Gomes e a Av.Palmeira; Av. Osvaldo Aranha; Av. Padre Thomé; Av. Polônia; Beco Quinze de Novembro; Beco Um – Rua Dra. Vera Glusman Knijnik; Praça Dr. Maurício Cardoso; Praça Hercílio Ignácio Domingues; Praça Paraíso; Praça Prof.a Zilda Wilhelm Coelho; Rua Apolinário Porto Alegre; Rua Augusto Totta Rodrigues; Rua Barão de Santo Ângelo; Rua Barreto Leite; Rua Bazílio Pellin Filho; Rua Carajá; Rua Casemiro de Abreu; Rua Cel. Corte Real; Rua Dario Perdeneiras; Rua Dinarte Ribeiro; Rua Dona Laura; Rua Dr. Castro de Menezes; Rua Dr. Timóteo; Rua Dr.a Vera Glusman Knijnik; Rua Duque de Caxias; Rua Eça de Queiroz; Rua Farnese; Rua Felicíssimo de Azevedo; Rua Félix da Cunha; Rua Fernando Gomes; Rua Florêncio Ygartua; Rua Gen. Couto de Magalhães; Rua Gen. Souza Doca; Rua Goitacaz; Rua Gonçalo de Carvalho; Rua João Mendes Ouriques; Rua Luciana de Abreu; Rua Luzitana; Rua Machado de Assis; Rua Mariante; Rua Marquês do Pombal; Rua Miguel Tostes; Rua Nossa Senhora Aparecida; Rua Olavo Barreto Viana; Rua Padre João Batista Reus; Rua Pão de Açúcar; Rua Paraíba; Rua Pelotas; Rua Picasso; Rua Prof . Emílio Meyer; Rua Prof . Ildefonso Gomes; Rua Ramiro Barcelos, no trecho entre a Av. Osvaldo Aranha e a Rua Gonçalo de Carvalho; Rua Saicã; Rua Santa Terezinha; Rua Silveiro, no trecho entre a Rua Otávio Dutra e a Rua Hipólito da Costa; Rua Simão Bolívar; Rua Tomaz Flores; Rua Visconde de Camamu; Rua Prof.a Santa Bárbara; Rua Santa Cecília; Travessa Guianas; bem como as vias acrescentadas por emendas: Érico Veríssimo, da Ipiranga até a avenida Borges de Medeiros; Fábio Araújo Santos; Rua Professor Langendonck; Rua Carneiro da Fontoura; Rua Álvares Machado; Rua Borges do Canto; Rua Vitor Hugo; e Rua Farias Santos.
Quinze dessas vias, já haviam sido consideradas "Áreas de Uso Especial" por meio de decreto municipal, concedidos a partir de 2006. Agora gozam de maior protecão, salvaguardadas por lei.

Fontes:

Fotos:
Amigos da Goncalo de Carvalho, Ricardo Stricher/CMPA,  Elson Sempé Pedroso/CMPA








.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Manuais de arborização urbana






Capa do manual
da CEMIG.
Clique aqui
para fazer 
o download.

Mais infrmações
e download de
outros manuais,
no texto abaixo.










Manuais de arborização urbana são roteiros para orientar os diversos profissionais que lidam com as árvores das nossas cidades. Lá se encontram diversos tipos de informações e orientações com relação aos procedimentos corretos sobre o manejo do contingente arbóreo de cada cidade. Quando, porque e de que forma devem ser podadas, quais espécies são mais adequadas para cada tipo de situação (calcadas estreitas, calcadas largas, calcadas com tubulação de esgoto no subsolo, calcadas com fiação elétrica, praças, parques, etc). Como plantar, qual época do ano mais adequada para o plantio, como cuidar das mudas em fase de crescimento e muitas outras informações importantes estão presentes nessas publicações.

Esses manuais são produzidos principalmente pelas prefeituras das cidades e ou pelas companhias responsáveis pela distribuição de energia elétrica, e contam com uma equipe multidisciplinar para a sua realização: especialistas em arboricultura, paisagismo, engenheiros florestais, agrônomos, etc. Considerando que manter uma cidade bem arborizada é benéfico para a populacão, o objetivo desses manuais é proporcionar  a melhor convivência possível entre as árvores e os equipamentos urbanos que se multiplicam cada vez mais, principalmente nas áreas em vias de expansão.

Comecei a colecioná-los há cerca de 5 anos, quando o "Plante Árvores" ainda era um "grupo", criado para incentivar pessoas a sair plantando árvores pelo Recife. Clique aqui para saber mais . A primeira vez que conseguimos reunir um pequeno mas interessado grupo para planejar nossas ações - tendo como paisagem à nossa frente as árvores da praça de Casa Forte -, percebemos que a única coisa que tínhamos a nosso favor era muita vontade, mas faltava-nos conhecimento. De lá pra cá, além dos manuais, procurei adquirir mais informações com outras pessoas interessadas no assunto, seja virtual ou presencialmente, seja de Pernambuco ou de outros estados, sejam leigos interessados como eu, ou profissionais especializados.

Estou disponibilizando aos interessados e por que não, aos curiosos também, alguns manuais para download (formato PDF). Vale a pena dar uma lida em algum deles, mesmo que apenas superficialmente, "passando uma vista". Vocês vão perceber que existem uma série de critérios que são próprios do plantio urbano e que, muitas vezes, mesmo com manuais à sua disposição os responsáveis por cuidar das árvores cometem muitos deslizes.

Recomendo começar pelo novo manual de arborização da CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais), que eu recebi gentilmente por e-mail, de uma amiga engenheira florestal. Como vocês vão notar, o conteúdo dos manuais é parecido, mudando algumas particularidades regionais e, principalmente, a diagramacão e ilustrações dos mesmos. Esse, al[em de ser o mais recente, foi o que eu considerei de melhor qualidade no tocante ao "projeto gráfico e ilustrações" (coisas de designer  :)


Clique aqui para baixar o manual da CEMIG, produzido em 2011 (.pdf 13,4 mb)

Clique aqui para baixar outros manuais, de diversas procedências e datas de realização. Ao todo são 6 manuais em pdf compactados num arquivo .zip (21,3 mb)


Os arquivos estão hospedados no site Mediafire. O download é gratuito e dispensa cadastro ou senha. Bom proveito!   : )


.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O perigo mora ao lado.




"E pode estar numa arvore que cai, 
ou numa prefeitura que nao sabe 
cuidar delas".



Não é raro acontecer de árvores tombarem no meio da rua e causar alguns transtornos, ou até mesmo prejuízos aos moradores e/ou transeuntes. O que muita gente desconhece é que, algumas situações como essas podem ser ocasionadas por descuido dos responsáveis pela sua manutenção. Certos casos de queda de árvores, como o que eu vou relatar a seguir, poderiam ser evitados, caso houvesse um maior cuidado e observação com as espécies plantadas nas nossas ruas e avenidas.

 





Árvore caída sobre 
o leito da Rua Manoel 
de Carvalho, semana 
passada, no bairro 
dos Aflitos. Segundo 
uma moradora (que 
também é bióloga), 
trata-se de um 
espinheiro que foi 
"sufocado" por 
uma gameleira.

Foto: Fátima Santos





Semana passada recebi alguns e-mails de uma moradora do bairro dos Aflitos (Recife/PE), preocupada com a queda de um espinheiro na rua onde mora. Nos e-mails ela mostrava algumas fotos e relatava a provável causa  do tombamento da antiga árvore (espinheiro). Além da aflição pelo, digamos, "desastre urbano", que causou pânico entre as pessoas (a queda da árvore derrubou dois postes de iluminação, além de dificultar a circulação de carros na rua) a outra preocupação que não lhe saía do pensamento, era o receio de que os vizinhos resolvessem solicitar da prefeitura a remoção de outras árvores da rua, inclusive algumas que estariam saudáveis, como um método de "prevenir" novas quedas (a solução mais "fácil"), o que infelizmente aconteceu, como mostraram as novas fotos que ela enviou. 










A "providência" 
da prefeitura veio em 
forma de podas drásticas 
e erradicação total de 
algumas árvores.

Foto: Fátima Santos








Segundo a moradora, que é bióloga e professora universitária (portanto, alguém com conhecimento para apontar as possíveis causas do evento), o motivo mais provável da queda do Espinheiro, na sua opinião, foi a sua morte, provocada por uma outra espécie que nasce casualmente sobre algum tronco da árvore, inicialmente como uma "epífita" (espécie de planta que vive sobre outras como hospedeira mas sem ser parasita, como as orquídeas e as bromélias), mas que depois de lançar suas raízes ao solo,
cresce com muito vigor, se utiliza da hospedeira como suporte e se desenvolve sobre a árvore a tal ponto de impedir a sobrevivencia da "hospedeira". A espécie em questão, é o Ficus sp, conhecida popularmente como Gameleira, ou "mata pau".

Segundo a descrição da bióloga: a sombra formada sobre a copa da hospedeira (o espinheiro) impediu que esta continuasse a se nutrir, já que a radiação solar não chegava até as suas folhas. Dessa forma suas raízes foram morrendo de inanição. Vimos isto  aqui na rua, raízes podres do espinheiro que não tinha sequer folhas. Pelo menos eu não as vi, após ter procurado por elas.

Ela ressalta ainda, a importância de se controlar a Gameleira, que é comumente encontrada como hospedeira nas árvores das nossas cidades. Eu mesmo fotografei uma gameleira que está "hopedada" sobre um oitizeiro (Licania tomentosa) na calçada do posto Shell da Rua Fernandes Vieira, na Boa Vista. Se a hóspede não for "despejada", possivelmente o futuro desse antigo oitizeiro será o mesmo do espinheiro da Rua Manoel de Carvalho, e numa área bastante movimentada, por onde onde passam ônibus, carros e alunos de vários cursos e de uma faculdade que funcionam naquele endereço. 



Exemplo de uma gameleira que nasceu ao acaso sobre o tronco de um oitizeiro (a semente provavelmente foi deixada alí por um pássaro).

Quando as raízes da gameleira atingem o solo, a espécie deixa de se comportar como uma epífeta e passa a se desenvolver sobre a árvore que havia no lugar (no caso, o oitizeiro) a tal ponto

de dificultar ou impedir a sobrevivencia da hospedeira. 
Por essas características, a espécie também é conhecida como "mata pau".

Foto: Plante Árvores


Exite ainda outro oitizeiro que infelizmente já foi completamente "dominado" por uma gameleira na Rua do Sossego, também na Boa Vista, próximo ao Centro Cultural Brasil-Alemanha e à residência do consagrado artista plástico pernambucano Abelardo da Hora, onde já caiu um oitizeiro por ter tido as suas raízes cortadas irresponsavelmente. Atenção, técnicos da prefeitura!






.

A prefeitura quis assim
























À esquerda, como poderia ser a árvore na Av. Visconde de Suassuna. 
À direita, como a Prefeitura do Recife a deixou.


Ontem (domingo, 10 de junho) a Prefeitura do Recife deu mais uma mostra de como tem "cuidado" das nossas árvores. A imagem acima diz tudo. Vejam como ficou (imagem à direita) um dos antigos oitizeiros (Licania tomentosa) da Av. Visconde de Suassuna, no bairro da Boa Vista. E vejam como poderia estar o mesmo oitizeiro (imagem à esquerda), caso não sofresse podas tão radicais (se é que podemos chamar esses procedimentos de podas).

Eu passava de bicicleta pelo local e fiquei tão impressionado com o que vi, que voltei e perguntei a um comerciante local quem tinha feito aquilo, e ele me respondeu que tinha sido a prefeitura. Deconfiado que pudesse ter sido um ato isolado de algum morador, fiz uma denúncia à Brigada Ambiental [ 3355 4602 ] pelo celular. Dei a localizacão exata e eles falaram que iam mandar uma equipe averiguar (sim, eles atentem chamados aos domingos).







Nas imagens ao lado,
o que ainda resta de um 
dos poucos "túneis verdes" 
do Recife e o pessoal 
da prefeitura trabalhando 
nas "podas". 











Em seguida, resolvi fazer umas fotos com o celular, que não tem boa resolucão de imagem, como voces podem notar, mas era o que eu tinha à mão. Foi aí que, enquanto fotografava, fui percebendo que infelizmente o comerciante estava certo. O carro da prefeitura (ou da empresa terceirizada que usa o logotipo da prefeitura - ver fotos) ainda estava lá, assim como alguns funcionários fardados, que eu registrei nessas imagens.
Depois fiquei pensando como eu tinha sido ingênuo ao achar que não era um trabalho da prefeitura, depois de eu mesmo já ter presenciado tantos casos assim.




















O caminhão com o logotipo da prefeitura, para não deixar  nehuma dúvida
sobre a autoria do trabalho desastroso.








Os galhos e folhas 
são triturados
e jogados no caminhão
para depois passarem 
por compostagem e
virar adubo orgânico.
Será por isso que 
cortam mais galhos
do que deveriam?

Foto: arquivo
Plante Árvores, 
fevereiro / 2009.








Aí eu me pergunto: isso é resultado da falta de técnicos especializados (agrônomos, engenheiros florestais, biólogos, etc) no setor que supostamente deveria cuidar bem das nossas árvores urbanas, ou falta interesse mesmo? Eu tenho contato com pessoas dessas especialidades e sei que elas se revoltam tanto ou mais que eu, com a forma como a nossa prefeitura lida com essa questão. Não se trata de uma queixa de um leigo, ou de um idealista, ou romantico, ou seja lá como os que não se importam com isso prefiram chamar. A questão é que, definitivamente, falta competência, interesse e boa vontade mesmo, dos nossos gestores em lidar com esse assunto.


.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Católicos pelo direito de... destruir.












Não dá pra acreditar, nos dias de hoje, que uma instituição como a igreja católica, ao invés de contribuir com a educação ambiental dos seus fiéis e da população de um modo geral, ande na contramão do bonsenso e se posicione como inimiga do meio ambiente.


Apostando na máxima que diz que "tradição é tradição", religiosos pretendem derrubar um conjunto de árvores antigas da Praça da Catedral de Formosa (GO), simplesmente para dar mais visibilidade ao templo, em detrimento do bem estar das pessoas que vivem, trabalham ou visitam a cidade (sejam católicos ou não). Sim, pois se os padres não sabem, as árvores embelezam a cidade, além de tornar o clima mais agradável e contribuir para a sobrevivência e o bem estar de pássaros e outros animais, inclusive os da espécie humana.

Eu espero que os responsáveis pela iniciativa de revitalização desta praça busquem paz de espírito, reflexão, compreensão e tolerância, a fim de encontrar uma solução que não seja destrutiva nem egoísta como a que foi planejada, afinal, uma instituição que prega a paz e a propagação de boas intenções entre os seres
humanos, deveria dar exemplo, não é? Destruir por mera vaidade não me parece lá um bom exemplo de vida.

Fiquei sabendo do assunto através dos "Amigos da Gonçalo de Carvalho", que divulgaram o link de uma campanha veiculada no Facebook em prol da preservação das árvores daquela praça. O texto, que pode ser lido na página do grupo "Catedral com Arvores" no Facebook (clique aqui para ler), explica que a desculpa inicial para remover as mangubas e craviúnas da praça, seria de que elas estariam "condenadas e oferecendo riscos" a população.

Mas essa desculpa não sobreviveu por muito tempo. Logo se descobriu que o verdadeiro motivo para a derrubada das árvores era mesmo aumentar a visibilidade da igreja na paisagem da cidade, especialmente para ser vista "de frente", seguindo a tradição (que este que vos escreve desconhecia) dos templos religiosos, principalmente os da igreja católica.

Ainda segundo informações mais atualizadas da página do facebook, após uma reunião recente do Fórum de Meio Ambiente em Formosa, o Padre Dilmo, representando a Catedral, depois de ouvir argumentos a favor da preservação das árvores, disse que "iria pensar, mas não prometia nada".

Eu acho que as pessoas interessadas na manutenção das árvores daquela praça devem continuar a pressão, fazer abaixo-assinados, acionar o Ministério Público, enfim, todas as instâncias possíveis para tentar reverter essa situação. Quem quiser dar a sua opinião e manifestar solidariedade, pode ir até a página do Facebook deixar o seu recado.

Quem não tem conta no Facebook, pode ler o texto do grupo "Catedral com Arvores" na íntegra, no site da ONG "CEA - Centro de Estudos Ambientais". Clique aqui para acessar o site.




.