quinta-feira, 24 de maio de 2012

Derrubaram nossa árvore de natal




Fotos de baixa resolução
feitas com um telefone celular .








Aqui temos, muito provavelmente, mais um (infeliz)
registro de depredação contra as nossas árvores
urbanas. A espécie mostrada nas fotos (ou o que
restou dela), "era" uma  Cassia fistula,
árvore exótica de grande potencial paisagístico,
muito usada em arborização de ruas, canteiros
de avenidas e jardins.

Quando em plena floração, estas árvores
de pequeno/médio porte chamam atenção bela beleza
de seus imensos cachos pendentes com flores na cor
amarela. Com período de floração no final do ano,
coincidindo com os festejos natalinos, em algumas
regiões do Brasil ganhou o nome popular de "Árvore
de Natal". No Recife, é possível vê-las com facilidade
canteiro do canal da Av. Agamenon Magalhães.
Também é conhecida por "Acácia"(nome genérico usado
para designar várias espécies da sua família botânica),
"Chuva de Ouro","Pingo de Ouro" ou "Golden Shower,
em outros países.

Eu falei "muito provavelmente", por que tudo indica
que a árvore recebeu essa "poda" (se é que se pode
chamar assim), de pessoas que não deviam ter autorização,
muito menos conhecimento técnico para fazer avaliação
ou o manejo de árvores.




Em Roraima também
derrubam árvores!
Será que isso serve
 como desculpa?








Motivação para a destruição?

Segundo fui informado pelo porteiro do prédio vizinho,
a destruição foi iniciativa de um morador do Edifício
Roraima (Rua José de Alencar 438, bairro da Boa Vista - Recife),
sabe-se lá por qual motivo. Dificilmente por doença,
pois a árvore estava lá - com aparência saudável - dias antes
de encontrá-la mutilada. Faço esse caminho a pé para
o trabalho há anos e observo as árvores que alí habitam.
Dificilmente por causa dos fios, pois as árvores são podadas
com regularidade a fim de evitar problemas com a rede elétrica.
E mesmo assim, os dois problemas acima mencionados não podem
ser avaliados, muito menos resolvidos por um morador. Mesmo que
este tivesse plantado a árvore com suas próprias mãos. Uma vez
na rua, na calçada da sua própria casa, a árvore passa a ser
responsabilidade do poder municipal e a este deve-se recorrer
para avaliar e resolver eventuais problemas.


A "peleja" pra conseguir fazer uma denúncia.

Claro que eu não pude deixar de fazer a minha denúncia à Brigada
Ambiental da prefeitura (3355 4603), mas não foi nada fácil!
Não consegui ligar na sexta-feira 18-05 (o telefone de lá não
completava a ligação). Tentei o número da prefeitura (Emlurb) que
recebe denúncias, reclamações, etc (196), mas o atentente não soube
me informar outros números onde eu pudesse fazer a minha reclamação.
Me orientou ligar para o 102 (número de informações da companhia
telefônica!) para pedir outros números.
Perdi a paciência e deixei pra tentar ligar para a Brigada na segunda-feira,
caso a árvore depredada ainda estivesse exposta na rua. Foi o que eu fiz.
Me disseram que iam mandar um carro com equipe pra fiscalizar na mesma
tarde que eu liguei.

Voltei a ligar para a Brigada hoje, para saber se eles conseguiram alguma
informação ou mesmo se conseguiram autuar o infrator que cometeu esse
crime ambiental, mas o telefone não funcionou. Ouvi apenas uma gravação
que dizia: "este número está desligado ou não existe mais..."
É preciso muita paciência.

A árvore, ou o que sobrou dela, continuava lá, nesta quinta-feira,
quase uma semana depois do ocorrido.

Clique aqui e saiba mais sobre essa espécie.




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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ciclovias arborizadas no Recife: esse sonho pode se tornar realidade?


De acordo com um escritório de arquitetura pernambucano, sim.
Com simplicidade, criatividade, pouca verba e principalmente, boa vontade política, seria possível interligar os principais bairros da região metropolitana através de ciclovias.




Clique
nas imagens
para
ampliá-las.





A idéia apresentada pelo escritório Cesar Barros Arquitetura, publicada no Jornal do Commercio de ontem, é realmente bastante simples e inteligente: aproveitar as próprias vias públicas existentes, diminuindo a largura das faixas destinadas aos carros, evitando com isso
uma demanda maior de verbas para obras, como ocorre no caso de ciclovias construídas em calçadas, por exemplo.

As ciclovias, que foram batizadas de Ciclofrescas, seriam implantadas em margens de rios, canais e canteiros centrais das principais vias de acesso da Região Metropolitana do Recife. Ainda segundo informou a matéria do JC, as ciclovias contariam com um bom projeto de arborização para dar sombra e garantir mais conforto aos ciclistas ao longo dos trajetos.













O custo estimado para a implantação do projeto ficaria em torno de R$ 1,4 milhão, uma quantia irrisória se comparada aos gastos públicos que priorizam o uso de automóveis.

O projeto tem a assinatura dos arquitetos Cesar Barros, Patrícia Monteiro, Éder lima, Marcelo Moss, Carolina Férrea e Vitor Araripe.

Clique aqui para ler na íntegra a matéria do Jornal do Commercio, assinada por Roberta Soares.

Aqui, o link para ler a versão "on line" da matéria.



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quarta-feira, 14 de março de 2012

No meio do caminho tem uma árvore, tem uma árvore no meio do caminho




Bairro do
Parnamirim,
Recife/PE

Foto:
cortesia de
Rafa Mattos










A solução para alguns "problemas" pode ser
mais simples do que se possa imaginar.




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quinta-feira, 8 de março de 2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O crime ambiental nosso de cada dia





É assim
que a maioria
moradores
do Recife
"cuidam" das
nossas
árvores.






[ texto e fotos de Isabelle Meunier * ]


Plátano (Platanus) é um gênero de árvores nativas do hemisfério norte, muito conhecidas por integrarem a arborização das principais cidades européias. Quem sonha em passear nos boulevards de Paris ou nas Tulleries, sabe que terá os grandes plátanos como cenário, muito bem cuidados e, dependendo da época do ano, com diferentes nuances de cores e formas.

Já em Recife, cidade menos afeita às árvores, o nome Plátano foi dado a um edifício residencial nas Graças. Um sensível morador, há alguns anos, plantou na calçada do prédio seis mudas de felício. Fez sem autorização da prefeitura e não adotou o espaçamento recomendado, é verdade. Também não foi dada a condução adequada, mas as árvores cresceram bem e, apesar de apresentarem esgalhamento muito baixo, tornaram-se belas e vigorosas.


















Isso até julho do ano passado, quando foram inteiramente depredadas, a mando do condomínio (5 delas, na verdade, uma "escapou", mereceu talvez a misericórdia dos condôminos...). Recentemente, mutiladas, mostravam novas folhas quando, não satisfeitos, os dendrófobos do Plátano (que ironia...) ordenaram uma nova mutilação nas árvores (?), ainda mais mal feita do que a primeira, tentando, talvez, transformar os pobres felícios em arbustos deformados, com copas densas e geométricas.























O resultado está nas fotos aqui mostradas. Crime ambiental, pois se trata de depredação do patrimônio público. O serviço municipal, que não se deu conta do plantio, que não procedeu as podas de condução necessárias (para elevar, e não rebaixar as copas), que nada fez após a primeira poda, provavelmente não fará nada agora e dos felícios restaram seres deformados, irremediavelemtne prejudicados na sua estrutura e sanidade...









Veja a localização
das árvores












Clique aqui para ver como é a aparência dessa espécie de árvore
em bom estado de saúde.


* Isabelle Meunier é Engenheira Florestal e Profra. da UFRPE.


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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Podas desastrosas




Infelizmente
não pude fotografar
as árvores "podadas",
a imagem ao
lado, com a indicação
da localização
foi retirada do










Pedalando pela cidade ontem (domingo 12-02), me deparei com um conjunto de árvores com aparência terrível, na Rua Adalberto Camargo, em frente ao nº 58, onde fica o Edifício Platano.

As quatro árvores são de uma espécie conhecida popularmente como Felício, ou Árvore Samambaia (Filicium decipiens). As mesmas tinham passado uma mutilação que alguns chamam errôneamente de "poda".

Consultei o porteiro do prédio para saber se aquele trabalho de aparência horrível havia sido feito pela prefeitura, pois, segundo determinação do governo municipal, as podas em árvores públicas (calçadas de ruas e avenidas, praças, parques, etc) só podem ser feitas por pessoal qualificado da prefeitura, sob pena de autuação, mesmo que a árvore tenha sido plantada por um morador, por exemplo.

Segundo me respondeu o porteiro, a poda havia sido feita por uma empresa particular, contratada pelo condomínio, estando assim, irregular e o condomínio, cometendo uma infração merecedora de autuação e punição. Mas de que adiantam leis, sem fiscalização?

Se os órgãos públicos não fiscalizam, uma alternativa viável é que os cidadãos e cidadãs que se preocupam com o espaço público em que vivem, ajudem fazendo denúncias.
No Recife existe a Brigada Ambiental, que é vinculada a polícia municipal e tem poder de autuação em casos como esses. Se você constatar uma irregularidade como esta, pode denunciar para que a Brigada Ambiental vá até o local checar se o trabalho foi feito de acordo com o que rege a lei. Ligue para: 081 3355 4603 e faça a sua parte (eu fiz a minha).


Clique aqui e aqui para conhecer essa espécie de árvore.





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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Árvores da Praça do Derby ganham placas com identificação.














As árvores da Praça do Derby, centro do Recife, receberam placas de identificação, por iniciativa do adotante da praça, segundo informou matéria do Jornal do Commercio de hoje. A idéia (que devia servir de modelo para adotantes de outras praças e parques) é muito bem vinda e ajuda a população a conhecer melhor as espécies que habitam a nossa cidade e saber as suas origens, já que as placas identifícam os indivíduos pelo seu nome científico, popular e indica também a origem das espécies vegetais.

Clique aqui para ler a matéria do Jornal do Commercio.



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