sexta-feira, 16 de abril de 2010

Menos uma :'(





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na foto
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Um enorme Oitizeiro (Licania tomentosa) tombou
na tarde de hoje, 16 de abril, em uma rua do bairro
do Espinheiro, no Recife.

A impressionante foto me foi enviada por um amigo,
através de uma página da "tuiteira" Olga Wanderley:
http://twitpic.com/1g1t04/full , assim como o link
para a matéria de um jornal local.
Clique aqui para ler a matéria.

É triste para a população, que perde mais árvores
como também para os proprietários dos carros
que foram atingidos no estacionamento externo
de uma loja da rede de supermercados Exta.

Não sei se foi o caso, pois a matéria não entra em
detalhes, mas infelizmente, é comum algumas árvores
de grande porte como o oitizeiro da foto, terem partes
de suas raízes cortadas irresponsavelmente,
comprometendo a sustentação das árvores, especialmente
em épocas de chuva e muito vento.

Ano passado uma amiga comunicou à Brigada Ambiental,
que o condomínio do prédio em que ela morava estava
cortando partes das raízes de outro oitizeiro (na mesma
rua do Espinheiro, sendo na esquina com a rua Amélia),
para facilitar a passagem de pedestres. O condomínio foi
devidamente multado e o síndico autuado.

Na rua do Sossego, bairo da Boa Vista, recentemente,
uma árvore da mesma espécie tombou na frente da casa
do renomado artista plástico Abelardo da Hora, causando
danos materiais ao carro de uma familiar que o visitava.

Por coincidência, eu tinha notado visíveis e grosseiros
cortes nas raízes desta árvore e uma ligeira inclunação
para a rua. Liguei para comunicar o fato para a Brigada,
mas a árvore não resistiu a chuva e fortes ventos, tombando
no dia seguinte.

No caso da árvore da rua do Sossego, moradores
afirmaram que a COMPESA (
Companhia Pernambucana
de Saneamento
) havia cortado as raízes
da mesma, durante a execução de um serviço no local.


O que eu estou querendo dizer é que, o perigo desse tipo
de acidente não está necessariamente ligado ao fato das árvores
serem antigas, mas também, na falta de um maior cuidado
e fiscalização do poder público em relação a observação das
condições de saúde e pelas depredações que as árvores
sofrem por uma parte da população que não sabe conviver
com esses simpáticos habitantes vegetais.




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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Burle Marx é Deus?

ou: vale a pena tanta reverência?






















A praça de Casa Forte passará por reformas
com vistas a resgatar o projeto original
do paisagista Burle Marx.

Clique AQUI para ler matéria publicada
no Jornal do Commercio em 21/03/2010.



Até que ponto vale a pena preservar o patrimônio cultural,
quando para isso é necessário fazer intervenções radicais
no patrimônio natural?

O patrimônio cultural, no caso, são os projetos paisagísticos de algumas praças da cidade do Recife elaborados por um dos mais renomados/respeitados paisagistas do Brasil, Roberto Burle Marx.
O arquiteto foi responsável por vários projetos de praças e parques da capital pernambucana, a exemplo da praça de Casa Forte, da praça do Clube Internacional, do Parque de Santana (também em Casa Forte) e do projeto original do Parque Memorial Arcoverde (aquele mesmo que o governo torceu o nariz para a derrubada de dezenas de árvores para a instalação temporária do Cirque du Soleil).

É louvável preservar a memória cultural de uma cidade
e levar aos seus cidadãos/ãs o conhecimento da autoria
das obras com as quais convivemos e interagimos no nosso
dia-a-dia, ainda mais quando temos pessoas ilustres
como responsáveis pelas mesmas.

Quando o patrimônio é uma obra exclusivamente de engenharia,
a recuperação da mesma se dá no âmbito material, na
reconstrução de uma edificação por exemplo. Mas quando
se fala em recuperar projetos paisagísticos "originais" de praças
e parques, de modo a manter os esboços e as indicações
de espécies vegetais indicadas no projeto e com suas localizações
exatas, estamos lidando com seres vivos e com um manejo muito
mais delicado do que o de se substituir ferragens ou as telhas
de um prédio histórico.

Em matéria publicada recentemente no Jornal do Commercio (clique AQUI para ler a matéria), foi divulgado que intervenções serão feitas na Praça de Casa Forte, de modo a manter o projeto original desenvlvido pelo paisagista Burle Marx, assim como foi feito com
o seu projeto para a praça do Clube Internacional, onde temos uma recriação da vegetação do semi-árido do nordeste.

No caso da Praça de casa Forte, as mudanças não seriam tão radicais como foram as da praça do Clube Internacional. Talvez até passem desapercebidas pela maioria da população. Mas no meu entender, o problema é que a referida "reforma", ou restauro, como devem preferir os autores do projeto de intervenção, envolve o transplantio de algumas espécies adultas que, ou nasceram espontaneamente, ou foram plantadas pela própria prefeitura ao longo desses anos que nos distanciam da data do projeto original da praça, que é de 1935, ou seja, há 75 anos atrás.

Segundo a matéria do jornal, o projeto original da praça contempla três setores distintos, nos quais o paisagista distribuiu espécies de origens exóticas (originárias de outros países), nativas (originárias da nossa região) e espécies originárias do amazonas. Mas, com o passar do tempo,
espécies de origens diferentes das dos setores definidos, se misturaram.
Em resumo: árvores nativas ocupam a área das exóticas, enquanto especies amazônicas estão no espaço destinado as nativas e vice-versa. Nada mais natural, afinal, a natureza é dinâmica, independente e transformadora, não se prendendo a projetos saídos de pranchetas e/ou computadores.

Agora querem fazer o transplantio de árvores adultas, uma operação delicada,
cara e sem a garantia de sucesso, transferindo-as de um setor a outro, a poucos metros de distância.
Em um passeio rápido pela praça nesse final de semana de páscoa, pude constatar a presença de pelo menos 5 Felícios/Felicium decipiens adultos (árvore exótica) e uns 2 Sombreiros/Clitoria Fairchildiana (árvore amazônica) na área destinada as árvores nativas, sem falar em uns 3 Flamboyant/Delonix Regia no local destinado as espécies amazônicas. Como relocar árvores com raízes superficiais/terrestes tão extensas como as de um flamboyant sem levá-los à morte? Serriam as árvores bancos de praça, que podem ser movidos de lá pra cá, por capricho de arquitetos?

Não seria mais plausível, preservar e conservar as diversar espécies no local onde estão, homenageando o autor da praça de outras formas?
Por exemplo, criando painéis educativos com reproduções do projeto original, e textos explicando para a população quem foi Burle Marx e o trabalho que ele desenvolveu quando trabalhou nesta cidade, e a importância de se preservar as espécies arbóreas adultas existentes na nossa cidade, independente de serem exóticas ou nativas?

Será que Burle Marx - conhecido pelo seu amor à flora e a natureza - caso estivesse vivo, aprovaria estas intervenções radicais? Quem vai notar essas mudanças, senão seus próprios idealizadores? Será que a população não deveria ser consultada? Será que os moradores da área e usuários da praça em geral, não prefeririam que a prefeitura deixasse as árvores nos seus devidos lugares e investisse na construção de uma pista de cooper e/ou outros equipamentos de lazer, por exemplo?


Clique AQUI para saber quem foi Burle Marx.



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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Do outro lado do atlântico...



Essa rua
era assim:
Uma alameda
de
Tílias.





Depois
ficou
assim.


Clique na
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Em plena semana da árvore, em Loulé, Portugal
- que por coincidência também comemora a semana
da árvore na mesma época que aqui, no nordeste do Brasil) -
16 tílias foram removidas na avenida mostrada na foto acima.

De acordo com informações divulgadas no blog Árvores de Portugal,
trata-se de uma espe­ci­a­li­dade algar­via. "Enquanto o país inteiro planta
árvo­res no 21 de Março, Loulé abate-as".

Ainda segundo o mesmo blog, as árvores foram derrubadas sob
o argumento de que apresentavam problemas fitossanitários que
poderiam levar a morte e consequente queda dos indivíduos, pondo
em risco a população humana.
Porém, segundo documento divulgado pelas autoridades
competentes,
esses problemas teriam sido causados por uma
sucessão de podas mal realizadas
e outros manejos inadequados com as árvores, o que acaba por tornar o próprio poder público co-responsável pela morte prematura dessas árvores.

Esse problema - manejo inadequado das árvores urbanas -
também ocorre em algumas cidades brasileiras, de acordo com
informações que já recebí de pessoas que moram em outros estados
e aqui mesmo, em Pernambuco estamos cansadas de ver podas mal feitas, onde se cortam praticamente a árvore inteira, sem dar muitas oportunidades de sobrevivência a mesma. Depois são atacadas por fungos ou outros animais, porque foram deixadas expostas ao ataque desses parasitas e acabam morredo de "morte natural".

Saiba mais sobre as árvores de Loulé, em Portugal, clicando aqui.

Saiba mais sobre a Tília, árvore originária da Ásia e Europa
clicando aqui e aqui.



Boa páscoa para todos/as!


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segunda-feira, 29 de março de 2010

O padre é contra









Clique

na imagem
para ler
a matéria.









Em matéria publicada ontem, no Jornal do Commercio,
o padre da igreja de Casa Forte, Edvaldo Gomes, não só
é contra a construção do shopping no terreno do Hospital
Ulisses Pernambucano, como revelou quem esteve
por trás da negociação do terreno com o grupo
BVA Empreendimentos.

Ao contrário do que se imaginava, não foi o atual arcebispo
dom Fernando Saburido quem negociou a cessão do
terreno e sim, seu antecessor, dom José Cardoso Sobrinho,
o "dom Dedé", aquele mesmo que excomungou uma equipe
médica inteira, a família e a criança que havia sido estuprada,
por realizarem um aborto. Ele não só não deveria ter negociado
o terreno, como deveria estar lá dentro do hospital, recebendo
tratamento adequado.









quarta-feira, 17 de março de 2010

Chegou a nossa semana da árvore






Na semana
da Festa Anual
das Árvores,
o Grupo
Árvores
da UFRPE,

promove
evento
educativo,
junto à escolas
e a comunidade.






...em fevereiro de 1965, o então presidente Castelo Branco, sancionou o decreto-lei 55.795, que instituiu uma data diferente para comemorar o Dia da Árvore no Norte e Nordeste do País: a última semana de março. E o motivo é simples. Em março tem início o período das chuvas no Nordeste, logo, é a época do plantio.

Muita gente não sabe, mas aqui no nordeste temos uma data específica pra comemorar
a semana da árvore, também conhecida como Festa Anual das Árvores, diferente do sul/sudeste do país, que comemora em setembro. Mesmo assim, muita gente prefere comemorar
a data na mesma época dos nossos vizinhos de baixo.

Saiba mais sobre esta data clicando aquihttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/Antigos/D55795.htm.



Confira abaixo, programação do Jardim Botânico
do Recife
para a comemoração do Dia da Árvore
no Norte/Nordeste:




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Primeiro dia (18/03)


Manhã

09:30 Oficina 01 – Uso de espécies arbóreas na medicina alternativa

10:30 Oficina 02 – Produção de mudas

Programação paralela:
Trilha ecológica, jogos ecológicos, distribuição de mudas e oficina
de reciclagem de papel

Tarde

13:30Apresentação de vídeos

Programação paralela:
Trilha ecológica, jogos ecológicos, distribuição de mudas e oficina
de reciclagem de papel

_________________________________________________________


Segundo dia (19/03)

Manhã

09:00 Palestra 01 – Plantios de espécies nativas em projetos de recuperação de áreas degradadas – Fátima Carvalho (Usina Bom Jesus)

11:00 Plantio simbólico (CDL ou Bidú Krause)
Programação paralela: Trilha ecológica, jogos ecológicos, distribuição de mudas e oficina de
reciclagem de papel

Tarde

13:30 Apresentação de vídeos

Programação paralela:
Trilha ecológica, jogos ecológicos, distribuição de mudas e oficina
de reciclagem de papel

_________________________________________________________
Terceiro dia (20/03)

Manhã

09: 00 Teatro de mamulengos

10:00 Apresentação de vídeos

Programação paralela:
Trilha ecológica, jogos ecológicos, distribuição de mudas e oficina
de reciclagem de papel

Tarde

13: 00 Teatro de mamulengos

14:00 Apresentação de vídeos

Programação paralela:
Trilha ecológica, jogos ecológicos, distribuição de mudas e oficina
de reciclagem de papel

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quarta-feira, 10 de março de 2010








Clique

na imagem
para
fazer
o download
do cartaz
.







Imprima o cartaz (arquivo PDF).
Cole na sua escola, no trabalho,
no seu condomínio e onde mais
a sua imaginação permitir.

O cartaz pode ser aberto e impresso
a partir de qualquer programa de leitura
de arquivos PDF, como Acrobat Reader,
Foxtit Reader, etc. Está em formato A4
com qualidade de impressão.

Clique aqui para fazer o download do cartaz

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Mais detalhes sobre o evento:
Clique aqui, para assinar petição contra a construção do shopping:


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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Tabebuia caraiba

Também conhecida como Craibeira, Caraibeira,
Ipê Amarelo do Cerrado.






Minha muda
de Craibeira,
cerca de 20 dias
após a germinação.











Tabebuia
caraiba
adulta, no
seu habitat
natural.

Foto retirada
do site Planeta Sustentavel









As árvores do gênero Tabebuia (família Bignoniaceae)
são conhecidas popularmente por Ipê. São várias espécies
existentes de ipês e variadas também a coloração de suas
flores: amarelas, roxas, rosadas, brancas.

A Tabebuia caraiba, como já deu pra perceber, possui
flores amarelas e atinge cerca de 20 metros de altura.
É uma árvore nativa do Brasil, das regiões de cerrado.
Segundo Lorenzi*, na Caatinga ocorre em terrenos localizados nos vales de rios e riachos.

Pelo seu porte e beleza é muito usada em arborização
urbana. É comum vê-las em grandes avenidas do Recife,
como a Agamenon Magalhães e na Av. Visconde de
Albuquerque, no bairro da Torre.









Craibeira na
Av. Agamenom
Magalhães,
Recife/PE










Clique aqui e aqui para saiber mais,
sobre esta espécie arbórea.




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